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segunda-feira, 20 de outubro de 2008

No meu copo 206 - Cabriz rosé 2007; Periquita rosé 2007; Quinta da Alorna, Touriga Nacional rosé 2007

As férias de Verão também foram aproveitadas para provar alguns rosés dentre os muitos que têm aparecido. Neste caso foram duas repetições e uma estreia. Já temos falado do crescendo dos rosés entre nós e, tal como os brancos, a sua qualidade tem vindo a crescer o que tem ajudado (e de que maneira) ao aumento da procura por estes dois tipos de vinho ainda há poucos anos tão mal amados, principalmente este de que agora falamos, que alguns nem consideravam vinho. Aliás, parece que para alguns produtores isso ainda é verdade pois ainda fazem os seus rosés a partir de sangrias de cuba. Mas o panorama é, actualmente, francamente animador e dá aos enófilos um bom leque de escolhas variadas.
Começamos pelo Periquita rosé 2007, uma das recentes apostas da José Maria da Fonseca na renovação desta marca secular. É o típico vinho de Verão, de esplanada, com um toque adocicado, bom para entradas ou simplesmente para beber como aperitivo num dia quente.
O Cabriz rosé 2007, uma repetição depois de já ter provado o de 2006, mantém a mesma linha leve e suave, com aroma floral e de frutos vermelhos. Mais personalizado que o Periquita e também um pouco mais versátil porque é mais seco. Igualmente bom para entrada, aperitivo ou para beber a solo mas também com pendor gastronómico.
Finalmente, o Quinta da Alorna rosé, Touriga Nacional 2007, para mim um dos melhores rosés do momento. No Verão do ano passado já me tinha encantado com o de 2006, e agora tive oportunidade de provar o de 2007, que me pareceu ainda melhor. Muito aromático e elegante, com aroma pronunciado a morangos e framboesas, seco e elegante na boca mas bem estruturado, ou seja, tudo no sítio neste belo rosé ribatejano, onde se conjugam nas doses certas o fruto, o álcool, o corpo, a acidez e a frescura. Um rosé para ter sempre na garrafeira.

Kroniketas, enófilo rosado

Vinho: Cabriz 2007 (R)
Região: Dão
Produtor: Dão Sul, Sociedade Vitivinícola - Quinta de Cabriz
Grau alcoólico: 12%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 3,98 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Periquita 2007 (R)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Castelão, Trincadeira, Aragonês
Preço em feira de vinhos: 4,25 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Quinta da Alorna, Touriga Nacional 2007 (R)
Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,49 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

No meu copo 200 - Quinta da Alorna: Reserva 2002; Reserva Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2003

Terminamos a segunda centena de posts dedicados a provas com mais uma abordagem aos vinhos da Quinta da Alorna, um produtor ribatejano de Almeirim por cujos vinhos temos passado com alguma frequência, e nesta segunda centena já o fizemos várias vezes. Desta vez eu e o Mancha provámos, com uns bifes de novilho Angus, dois tintos Reserva que se revelaram completamente diferentes: um Reserva de 2002 e um Reserva de Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon de 2003. Abrimos as duas garrafas ao mesmo tempo e servimos ambos os vinhos, que fomos bebendo alternadamente ao longo da refeição.
Desde logo o Reserva apresentou-se mais aberto, macio e suave. A Tinta Miúda estagiou 9 meses em carvalho americano e o Cabernet em carvalho francês. Na prova apresenta-se redondo na boca, com taninos suaves e grau alcoólico moderado. O aroma é discreto e o final relativamente curto. Um vinho adequado para pratos delicados de carne.
O Reserva de Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon mostrou outra estaleca. Com um aroma muito mais profundo e exuberante, na prova de boca aparece em todo o esplendor com um corpo volumoso, taninos pujantes bem presentes, com aroma a frutos vermelhos e alguma especiaria no início, a madeira resultante do estágio de 12 meses bem integrada no conjunto e um final com boa persistência e complexidade. Mas o mais curioso é que ao fim de uma hora o perfil do vinho muda completamente, surgindo então notas adocicadas de compota e frutos silvestres.
Isto mostra que muitas vezes não temos tempo de apreciar o vinho na totalidade quando a garrafa acaba. Neste caso, como fomos provando os dois vinhos em simultâneo eles duraram mais tempo e houve tempo suficiente para se libertarem na totalidade e desenvolverem todos os aromas escondidos. Este Reserva de Touriga e Cabernet foi realmente uma surpresa. É um vinho que se aguenta perfeitamente com pratos de carne bem temperados e pesados, pois está ali cheio de vigor. Belo vinho para terminar a segunda centena de provas. Hei-de procurá-lo novamente por aí, se possível já nas próximas feiras de vinhos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos

Vinho: Quinta da Alorna Reserva 2002 (T)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Cabernet Sauvignon, Tinta Miúda
Preço em feira de vinhos: 5,25 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Quinta da Alorna Reserva, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2003 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,68 €
Nota (0 a 10): 8,5


PS: já depois da publicação deste post recebi a Revista de Vinhos deste mês, onde o vinho à venda é precisamente o Quinta da Alorna Reserva, Touriga e Cabernet 2006. Por 5,95 € é imperdível.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

No meu copo 187 - Quinta da Alorna: Reserva, Touriga Nacional 2003; branco 2006

A Touriga Nacional é a casta da moda. Planta-se em todo o lado, de norte a sul, e entra numa parte significativa dos vinhos de quase todas as regiões. A verdade é que, como já várias pessoas disseram, corremos o risco de assistir à “touriguização” do país vinícola, perdendo a tipicidade das várias regiões. Vem isto a propósito deste vinho que tive oportunidade de abrir, um Touriga ribatejano da Quinta da Alorna.
No contra-rótulo reza assim:
“É um bom exemplo da expressão da Touriga Nacional, a mais famosa e mediática casta tinta portuguesa. Um aroma efusivo cheio de resinas e anisados com flores silvestres, rebuçado de groselha e chocolate. Na boca mantém o perfil, resinoso e balsâmico, taninos gordos, fruto maduro, um tanto exuberante apesar da evidente qualidade.”
Na realidade, a mim pareceu-me mais um vinho em que a Touriga Nacional perde as suas características e a região também. Posso não ter compreendido bem o que estava a beber, mas a sensação que ficou é que este Quinta da Alorna Reserva feito com Touriga Nacional acaba por não ser um ribatejano típico nem um Touriga Nacional verdadeiro. Às vezes as combinações saem perfeitas e consegue-se um bom resultado das misturas mais inesperadas, mas neste caso fiquei com uma impressão diversa. Tal como parece acontecer quando se mete a Touriga Nacional nos vinhos da Bairrada (ficámos com essa sensação nos Ensaios Filipa Pato), este ribatejano perdeu as suas características e a Touriga também não me pareceu tão efusiva como dizia o contra-rótulo, nem o floral estava lá. Pode ser que numa próxima tentativa...
E já que estamos com a mão na massa, passamos ao branco. A Quinta da Alorna é uma das casas que têm contribuído para a recuperação da imagem dos vinhos do Ribatejo e já tem no seu portefólio um número significativo de vinhos bastante apreciáveis. Já tivemos oportunidade de provar o tinto normal, um branco Colheita tardia e um rosé de Touriga Nacional, e agora acrescentamos este branco à lista.
Feito a partir de duas das melhores castas brancas do país, a incontornável Arinto e a Fernão Pires, que se destaca entre as brancas no Ribatejo, tem uma cor citrina forte, aroma também marcadamente citrino, boca média e final marcado por uma acidez refrescante. Um branco que pode ser versátil, para pratos leves de peixe ou marisco ou para outros mais elaborados. Uma aposta refrescante e simpática para o Verão, e mais um bom produto desta quinta.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos

Vinho: Quinta da Alorna Reserva, Touriga Nacional 2003 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional
Preço com a Revista de Vinhos: 5,95 €
Nota (0 a 10): 6,5

Vinho: Quinta da Alorna 2006 (B)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Arinto, Fernão Pires
Preço em feira de vinhos: 2,79 €
Nota (0 a 10): 7

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

No meu copo, na minha mesa 138 - Quinta da Alorna rosé, Touriga Nacional 2006; Restaurante Al Dente (Alvor)




Os brancos e rosés de férias (V)

Uma das incursões de férias, como já vem sendo habitual, foi a um restaurante italiano (também houve uma a um restaurante indiano, mas essa não é para aqui chamada; aliás, não saberia o que dizer...). Já tínhamos ficado de olho nele o ano passado, numa passagem por Alvor, e desta vez fomos mesmo lá.
O espaço é amplo e frondoso, numa espécie de esplanada interior, a dar para uma varanda que pode ser destapada nas noites mais quentes (não foi o caso deste Verão, certamente), salpicada por várias pequenas árvores espalhadas pelo recinto. Como é habitual na época, mesmo com mesa marcada espera-se... e espera-se... e espera-se... até nos podermos sentar e até sermos atendidos e poder começar a refeição. Mas quanto a isso, já percebi que não há nada a fazer. É ir preparado para começar às 10 da noite.
De qualquer modo, acabou por valer a pena a espera. A ementa é bastante variada, com várias carnes para além da enorme profusão de massas e pastas. E assim se pediram coisas tão variadas como macarrão tostado, regina gratinata, bifinhos de porco panados, bife Veneza, involtini e se terminou com tiramisu, crepe com chocolate e crepe com mel e nozes. E toda a gente ficou agradada com a qualidade da confecção.
O atendimento também é simpático e eficiente, descontado o tempo de espera já referido.
E para acompanhar tão variadas iguarias, a pedido de várias famílias fomos para o rosé. Porque era Verão, porque era comida italiana. As opções não eram muitas e resolvi estrear este Quinta da Alorna, que não conhecia. Agora que os rosés estão na moda e que se faz vinho rosé um pouco por todo o país, já quase não há um produtor conceituado que não tenha o seu rosézito. E este saiu muito bem. Bastante aromático, ligeiramente floral e com predominância de frutos vermelhos no aroma e no paladar (sente-se ali um toque a morangos ou framboesa), medianamente encorpado e muito fresco na prova de boca, com alguma persistência a marcar um final suave e seco. Uma boa surpresa para primeiras impressões.
Claro que saindo das mãos do enólogo Nuno Cancella de Abreu só podia ser bom. Não o tenho visto por aí à venda, mas vou ficar atento.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta da Alorna 2006 (R)
Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Touriga Nacional
Preço no restaurante: 12 €
Nota (0 a 10): 7,5

Restaurante: Al Dente (italiano)
Quinta da Praia, Lote 4 - Loja 16
8500 Alvor
Telef: 282.457.555
Preço médio por refeição: 20 €
Nota (0 a 5): 4

sexta-feira, 20 de abril de 2007

No meu copo 107 - Quinta da Alorna 2004


No meio de tantos vinhos de gama baixa que não passam da vulgaridade que temos apreciado nas últimas semanas, encontrámos outro no Ribatejo que se destaca da mediana: o Quinta da Alorna 2004. Não é Reserva, não é Colheita Seleccionada, não é monocasta, é simplesmente o Alorna. E é bom.

Tem outro aroma logo na prova, outra estrutura na boca, outra complexidade, outro final, com um leve toque a especiarias e ligeiro frutado, com taninos redondos mas presentes, a pedir uma carne mais bem temperada ou mesmo um prato de caça.

Não sendo excepcional nem deixando de ser um vinho da mesma gama dos anteriores, neste a matéria-prima parece ter sido mais bem tratada, o que confirma a razão pela qual muitas vezes temos preferências pelos vinhos de certas casas. São aquelas em que mesmo os vinhos menos bons... são sempre bons. É o caso desta Quinta da Alorna com esta entrada de gama que não envergonha ninguém.

Kroniketas, enófilo esclarecido


Vinho: Quinta da Alorna 2004
Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Tinta Roriz, Syrah, Castelão, Alicante Bouschet

Preço em feira de vinhos: 2,68 €
Nota (0 a 10): 7

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

No meu copo 71 - Quinta da Alorna branco, Colheita tardia 2003

Um vinho difícil é a primeira coisa que se pode dizer deste, que segue um pouco a moda actual de fazer vinhos deste género, em que as uvas são colhidas em Outubro ou Novembro, em estado de sobrematuração, normalmente naquilo que se convencionou chamar de podridão nobre.
Estes vinhos resultam muito concentrados de corpo e muito doces, com elevado grau alcoólico, dando-lhes um perfil quase de vinhos generosos, adequados para acompanhar sobremesas. Dada a sua elevada concentração e doçura, normalmente são apresentados em garrafas de meio litro e não de 7,5 dl.
Este Quinta da Alorna segue essa linha, com uma cor quase de mel, a tender para o caramelizado. No nariz, a primeira sensação parece realmente de algo apodrecido, o que estranha quem não está habituado. Depois prova-se e vamos tentando habituar o paladar àqueles sabores adocicados fora do vulgar. Aqui a sensação tende para as compotas ou mais para o mel, mas sempre com um certo travo de fungos ou bolor lá no fundo.
Como experiência é interessante, mas confesso que não fiquei fã do género. É necessária bastante habituação a estes aromas, o que, dada a pouca frequência com que se prova um vinho destes, não deve ser fácil de conseguir.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta da Alorna, Colheita tardia 2003 (B)
Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 14%
Casta: Fernão Pires

Preço em feira de vinhos: 8,5 €
Nota (0 a 10): 6,5