
Este é um vinho Regional Beiras que na realidade é produzido na Bairrada, mas sem as castas tradicionais da Bairrada. Não sei muito bem o que justifica o epíteto de “clássico”, porque as castas utilizadas são clássicas… noutras regiões. Adivinhem: predominância de Tinta Roriz e Touriga Nacional.
A verdade é que, talvez pelo local donde provêm, o vinho apresenta um perfil... bairradino. Bom corpo, aromas intensos e algum frutado. Apresenta alguma estrutura na boca sem deixar de ser suave, formando um conjunto macio e equilibrado, fácil de beber.
Um vinho que, pelo preço que custa, parece ser pior do que realmente é. Para aqueles que não são grandes apreciadores do estilo Bairrada mais tradicional, este vinho poderia ser uma boa alternativa para tentar entrar na onda e daí partir para outros vinhos mais elaborados e mais... clássicos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Aliança Clássico 2004 (T)
Região: Beiras
Produtor: Caves Aliança
Grau alcoólico: 13%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 1,39 €
Nota (0 a 10): 7
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
No meu copo 156 - Aliança clássico 2004
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Krónikas Vinícolas
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Etiquetas: Aliança, Beiras, Tinta Roriz, Tintos, Touriga Nacional
sábado, 29 de setembro de 2007
No meu copo 137 - Terra Franca rosé 2005
Os brancos e rosés de férias (IV)
Este também foi aberto numa tarde de Verão com grelhados. Embora não seja desagradável, apresentou um aroma algo discreto e paladar ligeiramente frutado e seco. Não pareceu capaz de grandes voos. Mesmo pelo pouco preço que custou, acaba por não merecer o gasto e realmente parece não ter tido grande investimento por parte da empresa.
Enfim, não deixou memórias.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Terra Franca 2005 (R)
Região: Regional Beiras
Produtor: Sogrape
Grau alcoólico: 12%
Castas: Baga, Rufete, Tinta Barroca, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 1,88 €
Nota (0 a 10): 5
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Krónikas Vinícolas
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Etiquetas: Baga, Beiras, Rosé, Rufete, Sogrape, Tinta Barroca, Touriga Franca
sexta-feira, 9 de março de 2007
No meu copo 95 - Quinta do Encontro, Merlot-Baga 2001
Se fosse agora este vinho seria certamente um Bairrada. Como é de 2001, apesar de ser duma empresa da Anadia, que fica em pleno coração da Bairrada, é um Regional Beiras porque tem Merlot.
Eis aqui uma combinação interessante. Neste vinho a casta Merlot desempenha um papel semelhante àquele que tem nas combinações com Cabernet Sauvignon. Amacia a aspereza da casta mais adstringente. Neste Quinta do Encontro nota-se o frutado e a macieza do Merlot sem deixar de se sentir a pujança da Baga, embora já um pouco diluída.
Resultou um vinho equilibrado, com bom corpo e uma boa estrutura, mas suave. Para aqueles que não são apreciadores do Bairrada clássico devido precisamente à adstringência característica dos vinhos de Baga enquanto jovens, este casamento entre Merlot e Baga permite uma abordagem diferente e mais suave. A idade do vinho também ajuda, pois já repousou algum tempo na garrafa, mas ainda mostra uma grande vivacidade, sem sinais de cansaço nem evolução excessiva.
Foi comprado na feira de vinhos do Pingo Doce de 2002 e, por aquilo que custou, apresenta uma boa relação preço-qualidade.
Kroniketas, enófilo esclarecido
PS: Este vinho, na colheita de 2004, já aqui tinha sido comentado num post do desafio "Prova à Quinta" sobre vinhos feitos com Baga.
Vinho: Quinta do Encontro, Merlot-Baga 2001 (T)
Região: Beiras
Produtor: Dão Sul, Sociedade Vitivinícola - Quinta do Encontro
Grau alcoólico: 13%
Castas: Baga, Merlot
Preço em feira de vinhos: 6,25 €
Nota (0 a 10): 7
domingo, 9 de julho de 2006
No meu copo 49 - Luís Pato Vinha Pan 1999
Por ocasião do benfazejo Portugal-Inglaterra, os dois basbaques que produzem este blog resolveram digerir uma bifalhada. Após consulta à lista da garrafeira, optámos por ver como estava de saúde um Luís Pato – Vinha Pan 1999, um regional das Beiras (foi feito numa altura em que Luís Pato andava de candeias às avessas com a comissão vitivinícola da Bairrada) adquirido nos idos de 2000 por 2500$00, preço especial.
A vinha da Panasqueira, dizia no contra-rótulo, fica numa encosta virada a Sul, tem solo argilo-calcário e 6900 videiras de casta Baga que agora terão a idade de 22 anos.
Confesso que tinha alguns receios, visto que a vetusta idade já poderia ter feito tropelias com o néctar. Por isso foi aberta e cheirada logo a seguir – por aí nada se detectou, o que era bom sinal. Decantámo-la, que é uma coisa que se pode fazer mesmo que não se tenha voz, e a cor não revelou sinais de velhice senil, como receávamos. Provámo-lo logo aí, para aquilatar da qualidade, e revelou-se em condições de ser servido – foi apenas um gole diminuto, para saber se teríamos de abrir outra garrafa e deitar o Luís pelo cano abaixo (salvo seja!).
Abrímo-lo e decantámo-lo com antecedência para que pudesse respirar e soltar-se e bem o fizemos: um certo pico gasoso que se notou na prova precoce já tinha desaparecido quando o bebemos mesmo, cerca de uma hora depois. Devido à temperatura ambiente, optámos por colocar sob o decantador de fundo largo uma manga refrigeradora (daquelas que abrem, com fecho de velcro), cerca de 20 minutos antes de o beber, o que se veio a revelar uma decisão sábia. Estas mangas revelam-se bem mais eficazes do que o próprio estágio no frigorífico (não, não é sacrilégio fazer isso com tintos…)!
Vamos lá a aspectos mais palpáveis: apesar dos 7 anos de idade a cor continuava profunda, de tons granada (não, caro iniciado nestas coisas, não era verde-camuflado – a granada de que falo é a pedra preciosa, de um vermelho profundo), com um aroma discreto e um corpo excelente. Continuava a revelar ligeira adstringência, como que a mostrar que ainda estava ali para se aguentar por mais algum tempo, o que até bate certo com a informação no site do produtor. A casta Baga tem destas coisas, e ainda bem. Revelou-se seco na boca, com sabor a frutos secos e talvez lembranças de couro, e o fim de boca era agradável, sem ser longo por aí além.
Em conclusão, além de bom, pode e deve guardar-se umas quantas garrafas para se irem degustando ao longo dos anos, porque este é daqueles vinhos que não se vai abaixo com facilidade.
tuguinho, enófilo esforçado
Vinho: Luís Pato Vinha Pan 99 (T)
Região: Regional Beiras
Produtor: Luís Pato
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Baga
Preço: cerca de 20€
Nota (0 a 10): 7,5
