
Foi há 5 anos que nos lançámos nesta aventura de escrever num blog. Como em todos os novos amores, começámos cheios de força e entusiasmo, e os textos proliferavam a um ritmo frenético. Por vezes publicávamos vários posts por dia, e o dia-a-dia deste rectângulo tuga, principalmente nas suas vertentes mais… tugas, era alvo frequente de crítica.
O frenesim e a inspiração eram tantos que, para além dos dois escribas que começaram, outros se foram juntando ao leque à medida que começavam a surgir temas com alguma especificidade. O leque de assuntos foi sendo alargado até chegar à vertente gastronómica e vínica. Começámos a escrever algumas sugestões sobre vinhos, a falar sobre aqueles que íamos bebendo e gostando e a certa altura surgiu a ideia (quiçá peregrina, quiçá oportuna) de abrir uma nova secção no blog que se dedicasse especificamente a essa vertente, pois já começavam a aparecer posts em número suficiente para serem publicados autonomamente.
E foi assim que no dia do segundo aniversário das Krónikas Tugas abrimos um blog temático chamado Krónikas Vinícolas. Inicialmente com pouco destaque, quando começou a ser visitado por outros bloguistas dedicados ao mesmo tema (e depois de ter sido referenciado na Revista de Vinhos de Junho de 2006), e quando começámos a interagir com esses mesmos blogs, as visitas dispararam a tal ponto que a certa altura as KV passaram a ter o dobro da audiência diária das KT, não tardando que o blog-filho ultrapassasse o blog-pai em número total de visitas.
Tal como no início, a filosofia subjacente às Krónikas Vinícolas continuou a ser a mesma até hoje em que completa o 3º ano: total independência de tudo e de todos, dependendo apenas dos nossos gostos, das nossas ideias e das nossas convicções. O que escrevemos neste blog pode entrar em choque com outras opiniões, mas estas são as nossas e delas não abdicamos para ser politicamente correctos. Sabemos que podemos ir por vezes contra a corrente, mas como não devemos favores nem obrigações a ninguém não temos que nos subjugar aos gostos dominantes.
Também não temos a pretensão de dar lições a ninguém nem nos julgamos o supra-sumo de nada, assim como não pretendemos provar mais vinhos que os outros nem ufanarmo-nos de que provamos os que são considerados os melhores. Como não temos contactos com nenhum produtor nem temos acesso a vinhos grátis, tudo o que aqui provamos sai-nos do bolso, e não é pouco. Já gastamos demais em compras e mesmo assim não conseguimos abarcar tudo o que eventualmente gostaríamos. E muitas vezes há que fazer escolhas entre comprar mais e mais barato para poder provar uma maior variedade, ou gastar tudo em meia-dúzia de garrafas. E mesmo quando abrimos os cordões à bolsa para comprar vinhos caros, não nos sentimos obrigados a colocá-los nos píncaros da lua só porque isso pode parecer bem. A esse propósito lembro-me sempre de um post no “Os 5 às 8” (depois repetido no Nova crítica) a propósito do Barca Velha 95, em que Pedro Gomes dizia que há muito tempo acreditava na máxima que “os mitos também se abatem”, e terminava com 16,5 pontos...
O que pretendemos com este blog é, e sempre foi, apenas isso: ir vertendo na escrita as impressões que foram vertidas do copo. Não somos produtores, enólogos, distribuidores, revendedores, jornalistas nem escritores, não pretendemos editar livros, ministrar cursos nem ser críticos especializados. Somos apenas amantes da coisa: é isso que quer dizer “enófilo”. Não provamos, nem compramos, vinhos de propósito para os mostrar no blog; vamos é mostrando no blog a maior parte dos vinhos que nos passam pela mesa, e sempre que as impressões recolhidas o permitam. Por vezes juntamo-nos, provamos um ou vários vinhos de que gostamos e no fim não escrevemos sobre eles, porque estivemos mais atentos ao convívio do que propriamente às notas de prova. Em resumo, quando achamos que vale a pena escrever sobre um vinho, qualquer que ele seja, fazemo-lo: seja caro ou barato, muito bom ou muito mau (com toda a subjectividade que esta opinião contém). Por isso muitas vezes apresentamos provas de vinhos que alguns, dizendo-se entendidos, vêm para aqui verberar aproveitando para desdenhar das nossas opiniões, mas a esses simplesmente ignoramo-los porque não têm nada para nos ensinar a não ser um chorrilho de baboseiras.
Quanto aos nossos comparsas eno-bloguistas e a todos aqueles que connosco querem partilhar as suas provas, são sempre lidos com atenção e consideração e tentamos sempre aprender alguma coisa com as suas opiniões, mesmo que discordantes das nossas, pois é muitas vezes aí que podemos melhorar um bocadinho.
E agora, que venha mais um ano de boas provas. À vossa e à nossa.
Kroniketas, enófilo (algo) esclarecido e tuguinho, enófilo (pouco) esforçado
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
E vão três
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Richard William Wright
Fundador e teclista dos Pink Floyd
Brevemente artigo nas Krónikas Tugas
Kroniketas, floydista militante
quinta-feira, 13 de março de 2008
Votação de vinhos do Douro
Não sei se já alguém reparou, mas no blog João à mesa está aberta uma votação sobre o melhor vinho do Douro, entre quatro seleccionados pelo autor:
Quinta do Vale Meão, Pintas, Poeira e Barca Velha.
A escolha, obviamente, pode ser discutida, mas que são quatro dos mais badalados da região não há dúvida, pelo que, com toda a subjectividade que isto envolve, não deixa de ser interessante ir lá pôr o voto. Como está lá a indicação de que ainda há 292 dias para votar, presumo que a votação decorra até ao fim do ano.
Só para que fiquem a par da situação actual, neste momento há 15 votos expressos, sendo 9 para o Vale Meão (60%), 3 para o Barca Velha (20%), 2 para o Pintas (13%) e 1 para o Poeira (6%).
O que têm os caros eno-bloguistas a dizer sobre isto? Surpresa? Ou talvez não? Para concordarem ou não, façam favor de ir lá dar o vosso “clic”.
Kroniketas
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Mais um
Pois é, está a acabar-se. Felizmente não é o vinho! É o ano!
Feliz 2008, com boa comida e bom vinho!
tuguinho e Kroniketas, enófilos e mainada!
P.S. - este blog está mesmo, mesmo a ultrapassar o Krónikas Tugas no número de visitas e em metade do tempo! Se um de nós assinasse como "cínico encartado" até podia dizer que afinal isto era um país de bêbados sisudos, mas nem quero acreditar nisso. Os tugas não são sisudos!
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Efeméride

Escrevemos estas linhas completamente sóbrios... só para que conste.
Faz hoje 2 anos que foi criada esta excrescência das Krónikas Tugas, dedicada às libações báquicas e ao “pecado” da gula. Foi com prazer (de que outra forma havia de ser?) que a vimos crescer e ter as suas primeiras relações. Neste momento, temos a certeza de que quem caiu neste post de pára-quedas já pensa de nós o pior, que somos voyeurs ou mesmo sócios do Sporting! Mas não, não somos sócios do Sporting (só do Benfica). E as relações de que falamos são as deste blog com outros da mesma laia e não aquilo que estavam a pensar…
E foi no cimento dessa troca de impressões que este blog se alicerçou, quais sapatinhos de cimento que nos prendem a este mundo dos apreciadores de vinho. Por vezes torna-se difícil este fito de escrever sobre vinhos, principalmente depois de os provarmos muito, mas soubemos ultrapassar esses obstáculos e, com a ajuda de correctores ortográficos e gramaticais, botar sempre prosa não obnubilada pelos vapores etílicos. A nossa intenção é pois continuarmos por cá, provando uns, deglutindo outros e terçando conversas com os nossos comparsas dos outros blogues vínicos.
Concluindo, muito obrigado aos que nos lêem (descontando alguns chatos sem remédio), que de uma coisa podem ficar certos: nunca nos armaremos em detentores absolutos da verdade, mas também não seremos nunca politicamente correctos. É uma coisa que se chama liberdade.
tuguinho e Kroniketas, os diletantes preguiçosos
terça-feira, 27 de novembro de 2007
As nossas escolhas em 2007
Terminadas as feiras de vinhos, actualizámos a nossa lista de escolhas com os preços referentes a 2007. O critério é sempre o mesmo e é simples: são os vinhos que já provámos, de que gostámos e que achamos que valem o preço que custam.
Kroniketas, enófilo organizado
domingo, 16 de setembro de 2007
Vinhos sem data de colheita. E com prazo de validade?
Decorre no blog Vinho a copo uma interessante discussão por causa duma opinião ali expendida pelos seus autores acerca dos vinhos sem indicação da data de colheita. Deixem-me meter a colherada, mas prefiro fazê-lo aqui do que na caixa de comentários, pois há mais espaço para escrever... e para ler.
À partida não concordo muito com o princípio da data de validade pelas razões já amplamente expostas, pois vinhos como um Dado ou um Duas Quintas Celebração (só para falar de dois que estão agora no mercado) à partida dão-nos garantias de qualidade e de uma boa evolução em garrafa. Por quanto tempo, isso já é muito mais incerto, pois as surpresas tanto podem surgir pela positiva como pela negativa.
Mas quando se abre uma garrafa de vinho com 20 anos, este tanto pode estar feito vinagre como estar uma pomada fabulosa, coisa que só depois de abrir é que se sabe. E isso, meus amigos, não há data de validade que resolva. Além de que há quem goste de vinhos novos e de vinhos velhos. Ainda há uns meses bebi um Dão Meia Encosta de 73, no Curral dos Caprinos, que estava fantástico, mas só eu é que gostei dele. E se tivesse prazo de validade ultrapassado, será que alguém o ia beber?
O problema, quanto a mim, reside a montante, na ausência de data de colheita nos rótulos, por imposição legal. Se repararem no rótulo do Dado, é referido expressamente que a lei não permite, nos vinhos de mesa (i. e., sem denominação de origem) a menção às castas utilizadas nem ao ano de colheita, o que acho uma completa estupidez. Assim, toda a gente que acha que o Dado é um vinho excepcional não tem qualquer informação no rótulo sobre as suas características. Faria sentido ter prazo de validade? E o Duas Quintas Celebração, porque não seguiu lá as normas todas para ser DOC ou Regional, deveria ter prazo de validade? Quanto a mim, não. Então e o Mateus? Será que deveria, apenas porque é um vinho de grande consumo e custa 10 vezes menos que o outro? Não pode ser esse o critério. Quando muito, poderia fazer sentido nesses embalados em bag-in-box, ou em pacotes de cartão, ou em garrafão. Mas se todos tivessem uma data de colheita ou, em sua substituição, a data em que foi produzido ou engarrafado, as coisas tornavam-se bem mais simples. Assim como está, ninguém pode rejeitar um Mateus pela idade que tem, ao contrário dos datados. O busílis reside todo aqui.
Data de colheita, de produção ou de engarrafamento, sim. Prazo de validade, não, excepto, talvez, nos exemplos apontados acima.
Quanto ao facto de a Revista de Vinhos classificar ou não estes vinhos, lá está: não teríamos uma classificação do Dado nem do Mateus. Alguém ficaria a ganhar com isso?
Parece-me uma boa discussão para continuar no próximo encontro de Eno-blogs, não acham?
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Krónikas a banhos
As Krónikas Tugas e as Krónikas Vinícolas vão de férias e durante o mês de Agosto a actividade será reduzida. O Kroniketas vai para o Algarve, como habitualmente, e o tuguinho, como sempre, não vai a lado nenhum!
Haverá alguns bitaites se e quando a disposição e a tecnologia Wi-Fi o permitirem. Provas de vinhos, certamente, haverá muitas, posts é que haverá poucos, que em tempo de férias há coisas mais importantes para fazer que escrever num blog, quanto mais em dois... E sempre podemos estar umas semanas sem ouvir as desgraças que povoam os noticiários.
Idálio Saroto, provedor do blog
domingo, 15 de julho de 2007
Hoje estamos de luto

Um amigo perdeu a última batalha. Aqui nos curvamos respeitosamente perante a sua memória. Em sua homenagem fazemos três dias de silêncio.
Descansa em paz, Quim.
Kroniketas
quarta-feira, 27 de junho de 2007
terça-feira, 5 de junho de 2007
Por detrás do Moita
Este blog não é o ideal do que todos os outros deviam fazer. Não, o ideal são as opiniões do José Moita a propósito das sugestões que fizémos. As nossas opiniões só nos vinculam a nós próprios, e valem o que valem. Assim como as suas acerca dos 4 ou 5 blogs mais reputados, presumo que reputados por si. Ainda bem que a nossa escala lhe dá vontade de rir; assim sempre se diverte um bocadinho. Se bem que ficamos sempre com a sensação de que quem se ri por tudo e por nada não passa de um pateta alegre...
Sabe, como não temos a mania que somos sabichões nem que somos os maiores, nem andamos aqui armados em cagões, às vezes podemos cometer gaffes naquilo que escrevemos, como referir “sabores” quando queríamos referir “aromas”. Ainda bem que não referimos “cheiros”, senão lá vinha o Moita passar-nos o devido correctivo. Somos apenas amadores/amantes do vinho, não somos enólogos, nem produtores, nem viticultores, nem provadores, nem redactores da Revista de Vinhos ou de outra qualquer, apenas consumidores. Como tal, temos o direito a errar e até a dizer baboseiras se nos apetecer. Só não aceitamos lições de quem faz afirmações gratuitas sem nos provar a razão daquilo que diz. E você, é o quê?
Mas é pena que não conheça sabores terciários, sabe, porque já me aconteceu, no mesmo vinho, ao fim de uma hora encontrar sabores (e não só aromas) que não encontrava no início. Deveria chamar-lhes quaternários? O Prof. Virgílio Loureiro, com quem fiz um curso de prova, talvez lhe conseguisse explicar isso.
Mas já agora, você que se acha tão importante e sabedor e se arroga o direito de dar lições aos outros, explique-nos lá (se for capaz) porque é que a escala de 0 a 10 lhe dá vontade de rir. E já agora, a escala de 1 a 5 rolhas, usada pelo blog “Vinho a copo”, também dá vontade de rir? Sabe quem é o João Paulo Martins? Sabia que ele começou a fazer os seus guias de vinhos numa escala de 1 a 8? Há algum manual do bloguista, escrito por algum guru, onde se imponham normas para fazer uma apreciação do vinho numa escala numérica obrigatória? E se há, foi você que o escreveu? Porque se não apresentar razões válidas para a nossa escala lhe dar vontade de rir, nós é que teremos motivos para rir das suas pseudo-lições.
Quanto aos vinhos modernos que provamos ou deixamos de provar, isso é problema nosso, não acha? Ou será que também há um manual escrito por si dos vinhos que é obrigatório provar? E do dinheiro que é preciso gastar em cada um? Temos que provar todos os mesmos vinhos? E gastar 30 euros por garrafa? Para provar todas as novidades há a Revista de Vinhos. E quem lhe disse que queremos ser iguais aos outros blogs ou aproximar-nos de quem quer que seja? Isso também é uma norma escrita por si? Vinhos modernos e a sair para o mercado? Vinhos muito frutados, cheios de álcool e que sabem todos ao mesmo? É isso que define um bom blog ou um bom apreciador de vinhos? É ir na carneirada e alinhar nos ditames da moda e usar a escala de 0 a 20? Já agora, fique a saber que não andamos aqui a escrever para agradar ou fazer favores a quem quer que seja, porque não pertencemos a lobbies nem interesses instalados. Se é isso que lhe interessa, veio bater à porta errada. E experimente provar um Bairrada dos anos 80, pode ser que descubra alguma coisa que escapa à sua suprema sapiência.
Se você acha que a nossa escala dá vontade de rir, os seus comentários são patéticos. Lança aqui meia-dúzia de atoardas sem qualquer sustentação e sem justificar aquilo que diz. E olhe, se não percebe o sentido daquilo que escrevemos e aproveita partes de frases para fazer citações fora do contexto e com elas tentar ser engraçadinho, sugerimos-lhe que tenha umas aulas de português para ver se aprende a interpretar textos antes de nos vir dar lições sobre a roda dos aromas.
PS: E continuamos à espera do vinho com cheiro a cão molhado. Está na roda dos aromas.
tuguinho e Kroniketas, enófilos desalinhados
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Um punhado de sugestões
Caríssimos comparsas, nos últimos tempos tenho pensado no intercâmbio de informação que aqui fazemos e como poderíamos melhorá-lo, com proveito para todos. Assim, deixo aqui algumas sugestões para utilizarem nos vossos blogs, se quiserem, claro:
- Indicar a região a que pertence o vinho provado. Às vezes só pelo nome não vamos lá.
- Indicar o preço a que o vinho foi adquirido. Essa indicação pode ser importante para percebermos em que patamar o vinho se situa.
- Indicar, se possível, locais onde o vinho pode ser adquirido. Aqui nas KV indicamos sempre o preço de super ou hipermercado, mas há vinhos que não se vêem nos supermercados, só em garrafeiras. Isso pode fazer toda a diferença em termos de facilidade de aquisição do vinho... e em termos de preço.
- Na Prova à Quinta, o autor do blog onde o desafio for lançado fazer o balanço das provas apresentadas, nos comentários ou num post autónomo, como nós fizemos no último desafio.
- Quando o tempo e a disponibilidade o permitir, na Prova à Quinta pode-se sempre apresentar mais que um vinho, onde o próprio autor da prova apresenta as comparações entre os vinhos provados, como fizemos nas últimas três provas.
- Sempre que encontrarem noutro blog um vinho que já foi objecto de prova no vosso próprio blog, fazer menção dessa prova nos comentários do outro blog, indicando onde a mesma pode ser lida. Depois disso, o autor da nova prova poderia também pôr um post scriptum no final do post a indicar precisamente o outro blog onde a prova anterior pode ser encontrada. Como certamente concordarão, não é fácil a cada um de nós, sempre que coloca uma prova, ir à procura de outra prova nos outros blogs, sem fazer ideia de onde poderá existir. É bem mais fácil quem já a fez dar essa indicação.
São só algumas ideias que penso que ajudariam a agilizar a troca de informação. Agora cabe-vos a vocês fazer uso delas ou não.
Saudações enófilas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
quarta-feira, 23 de maio de 2007
Nova ligação na nossa lista
sábado, 24 de março de 2007
Vinhos brancos nacionais - prós e contras
O comparsa do Saca-a-rolha deu o mote: prós e contras nos vinhos brancos nacionais, e foi buscar como exemplo dois posts publicados recentemente aqui nas KV e no Pingas no Copo, deixando no ar a hipótese de termos, eu e o Pingus, opiniões contrárias acerca dos brancos portugueses.
Bom, meus caros, eu mantenho aquilo que disse em relação às castas estrangeiras usadas nos brancos portugueses, e também em relação a não sermos um país de grandes brancos. De facto, as provas que tenho feito é que me conduziram a essa opinião, porque não tenho nenhum “parti-pris” em relação aos vinhos brancos, como não tenho em relação a nenhum tipo de vinho, seja ele verde, rosé, espumante ou generoso. Nos primeiros tempos das Krónikas Vinícolas tive oportunidade de reproduzir alguns textos que já tinha escrito anteriormente nas Krónikas Tugas a esse respeito, intitulados “Reflexões à volta da garrafa”. Podem lê-los aqui:
Reflexões à volta da garrafa (1) - O preço é só um começo
Reflexões à volta da garrafa (2) - Os fundamentalistas
Reflexões à volta da garrafa (3) - Fácil de beber é mau?
Reflexões à volta da garrafa (4) - Vinho é tinto, branco é refresco e verde é a cor da garrafa?
Reflexões à volta da garrafa (5) - Beber tinto à temperatura ambiente?
Embora o tinto seja o meu tipo de vinho preferido, não rejeito qualquer outro. Aliás, um dos artigos que escrevi começava precisamente com aquela frase onde às vezes se diz, meio a sério meio a brincar, que vinho é tinto, branco é refresco e verde é a cor da garrafa.
Repescando algumas opiniões então expressas, referi até que acho mais fácil (e mais “aceitável”, digamos) acompanhar carne com vinho branco do que peixe com vinho tinto. No Verão, principalmente, e com algumas carnes brancas, já tenho optado por vinho branco com bons resultados. Foi o que fiz na minha última visita ao Chafariz do Vinho. Com as entradas, se o repasto for em casa, também prefiro servir um branco. Aliás, sendo o branco normalmente mais leve, também se pode tornar mais versátil que o tinto. Por exemplo, Frei João branco com bife na pedra. Só a ideia choca, não choca? Mas só experimentando é que se sabe, e olhem que não fica nada mal.
A questão está em saber “que” brancos é que temos, e continuo a achar que a qualidade média é claramente inferior à dos tintos. Se calhar também não é tão fácil fazer um bom branco como um bom tinto, devido à diferente matéria-prima (ausência das películas das uvas no processo de fermentação dos brancos, sabendo-se que é à película que os tintos vão buscar boa parte das suas características mais importantes). Mas por isto ou por aquilo, tenho provado muitos brancos que têm ficado longe de me agradar. Em relação aos alentejanos, por exemplo (eu que sou fã dos tintos do Alentejo) não há nenhum que me tenha agradado até agora, nem o Esporão que é sempre considerado um dos melhores (ainda não provei o Pêra-Manca, mas tenho uma garrafa à espera). Acho-os sempre rústicos, agrestes, amargos. Nesse aspecto vou até pela opinião mais radical do João Paulo Martins que acha que o Alentejo só devia produzir tintos.
O problema que encontro nos nossos brancos é precisamente a tal falta de “finesse” que encontrei no Saga, dos Rothschild, que raramente se encontra nos portugueses, e que é mais evidente quando comparamos vinhos feitos com castas como a Chardonnay ou Sauvignon Blanc. A explicação mais lógica é precisamente a de que o nosso clima não propicia vinhos brancos elegantes e frescos, tornando-os pesados e ásperos, além de que se continua inexplicavelmente a exagerar no grau alcoólico. No entanto, se procurarem mais para trás nos posts que escrevemos sobre brancos, verão que tenho alguns brancos de eleição em Portugal, concretamente em duas regiões: Terras do Sado e, principalmente, Bucelas, que para mim tem os melhores brancos nacionais (isto em termos genéricos, naturalmente). Se calhar porque têm o perfil que mais me agrada, a tal “finesse”. Também tenho encontrado alguns bons no Dão, na Bairrada e no Douro (ainda não provei o Redoma, por exemplo, que tem sido muito elogiado, mas hei-de lá ir qualquer dia).
Conclusões? Podem vocês tirá-las, se quiserem, mas a minha é que não sou propriamente contra, corroboro até a opinião do Pingus de que os nossos brancos estão a ganhar o seu espaço, mas também acho que lhes falta percorrer um grande caminho até atingirem a excelência. Talvez as regiões mais altas sejam a melhor aposta para se chegar lá.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Veja aqui as nossas apreciações a vinhos brancos, nacionais e estrangeiros:
Portugueses
Adega de Pegões, Colheita Seleccionada 2005 - 6,5
Bucellas, Arinto 2004 - 6,5
Bucellas Caves Velhas 2003 - 7,5
Casa de Santar 2004 - 6,5
Dão Caves Velhas 2003 - 5,5
João Pires 2004 - 8
Planalto - 7
Prova Régia, Arinto 2004 - 8
Quinta da Alorna, Colheita Tardia 2003 - 6,5
Quinta de Cabriz, Experiência VL-1 99 - 7
Quinta de Cidrô Reserva, Chardonnay 2004 - 6
Três Bagos, Sauvignon Blanc 2003 - 4
Vinha Grande 2005 - 6
Estrangeiros
Barons de Rothschild, Saga R 2005 (França) - 8
Cimarosa, Chardonnay (Chile) - 6
Trebbiano 2005 (Itália) - 5,5
William Fevre 2004 (França) - 7,5
William Fevre, Sauvignon Blanc 2004 (França) - 8,5
domingo, 7 de janeiro de 2007
Novidades... de ano novo
Com a entrada de 2007 fizemos a migração dos nossos blogs para a nova versão do Blogger, o que esperamos traga mais estabilidade ao sistema e maior facilidade de gestão do blog. Mas isso agora não interessa nada, como diria a outra.
O que interessa é que passámos a dispor duma nova ferramenta que nos permite catalogar os posts de modo a filtrá-los, conseguindo mostrar apenas os que pertencem a uma determinada categoria. As categorias podem referir-se a restaurantes, vinhos, receitas. Para os restaurantes também existe a referência à região ou distrito onde se situam. Para os vinhos existe a referência ao tipo (tinto, branco, rosé, espumante, champanhe, porto), à região e sub-região, se existir, ao produtor, às castas, e nalguns casos à marca ou à quinta onde é produzido. Para as receitas existe a referência a carnes, peixes, mariscos, legumes, doces.
No mesmo post podem aparecer todas estas referências misturadas. O Blogger ordena-as alfabeticamente, pelo que há que estar identificado com o significado de cada uma para não nos perdermos em tantas referências. A título de exemplo, veja-se o post sobre o jantar de fim de ano. Há referência a restaurantes e ao local, Lisboa. Para os vinhos há a referência a brancos e tintos, às regiões de Terras do Sado e Alentejo, e dentro desta à sub-região de Reguengos. São referidos os produtores José Maria da Fonseca e Herdade do Esporão (de forma abreviada), e finalmente as castas dos vinhos (informação que nem sempre é possível obter), Moscatel para o branco e Castelão e Aragonês para o tinto. Desta forma, fazendo clique no marcador Esporão o blog mostrará todos os vinhos com esta referência. Infelizmente não permite fazer filtragens múltiplas, pelo que não é possível seleccionar Esporão e depois, por exemplo, Aragonês, o que daria todos os vinhos do Esporão feitos com essa casta. Ao fazer clique nesse marcador serão mostrados todos os vinhos com Aragonês, de todas as regiões e todos os produtores.
Esperamos que esta catalogação torne mais interessante a consulta ao nosso blog, facilitando o acesso à informação mais antiga.
E bom ano de 2007 para todos os eno-bloguistas... e para os outros também.
tuguinho e Kroniketas, enófilos e tudo
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Novos recordes
No passado mês de Dezembro as Krónikas Vinícolas bateram todos os recordes de visitas aos nossos blogues, com mais de 1100 visitas, batendo claramente o máximo anterior das Krónikas Tugas e apresentando uma média diária bem acima destas.
Isto significa que neste momento as KV têm mais visibilidade que as KT, e que há pessoal que vem às KV e não vai às KT. Por isso, vamos lá deixar de pensar só nas vinhaças e dar uma saltada às Krónikas Tugas, onde se fala de muito mais assuntos, ok? Deixem lá o álcool um bocadinho! :-)
Kroniketas, enófilo sóbrio
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Primeiro aniversário

Assinala-se hoje um ano de provas nas Krónikas Vinícolas, em simultâneo com o 3º aniversário das Krónikas Tugas.
Um brinde à nossa e à vossa saúde.
tuguinho e Kroniketas, enófilos e tudo
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
Novas referências
As Krónikas Vinícolas sofreram uma pequena remodelação a nível dos “links”. Tratando-se de um blog temático, achámos que não se justificava manter as ligações para os mesmos blogs que existem no blog mãe (ou pai), as Krónikas Tugas.
Assim, optámos por substituir os antigos “links” por novos “links” para outros blogs dedicados ao mesmo tema (vinhos e comidas), mantendo-se os “links” para os blogs generalistas nas Krónikas Tugas.
Também foram acrescentados alguns “links” para produtores de vinhos de referência, dentro dos que mais apreciamos, ou espaços de degustação de vinhos.
Saudações báquicas.
Idálio Saroto, provedor do blog
sábado, 21 de outubro de 2006
Actualização de sugestões e preços
Depois de exaustivamente percorridas as feiras de vinhos e recolhidos os preços, actualizámos a nossa lista de sugestões, que agora mudou de data. Retirámos alguns por não se encontrarem à venda há muito tempo, noutros casos optámos por manter porque ainda se poderão encontrar algures por aí. Acrescentámos mais alguns que achamos que valem a pena. No total temos 112 vinhos, dos quais 12 brancos, 8 verdes e 3 rosé. O resto, obviamente, é tinto.
Por regiões temos:
- 39 do Alentejo
- 13 da Bairrada
- 3 de Bucelas
- 14 do Dão
- 15 do Douro
- 4 da Estremadura
- 6 do Ribatejo
- 8 de Terras do Sado
- 2 de Trás-os-Montes
- 8 dos Vinhos Verdes
Os preços referem-se, sempre que possível, aos preços encontrados nas feiras de vinhos deste ano, embora nalguns casos sejam do ano passado. Aqueles que não têm aparecido nas feiras mantêm o último preço encontrado. Em qualquer dos casos, usamos sempre como referência o preço mais barato encontrado para cada vinho, para dar uma ideia de quanto pode custar. Obviamente que fora das feiras de vinhos os preços disparam imediatamente, nalguns casos para o dobro (há vinhos que passam de 8 € para 16 €, por exemplo). Por isso é que é importante aproveitar os preços de feira para comprar a preços de ocasião que não se encontram no resto do ano, a não ser excepcionalmente em algumas promoções (este ano conseguimos comprar no Jumbo, em fim de stock, 5 garrafas de Herdade do Peso, Alfrocheiro, de 2000, a 7,99 €, quando o seu preço em feira de vinhos era de 13,89 €. Agora está a 16,90 €).
Kroniketas, enófilo organizado


