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quarta-feira, 3 de junho de 2009

No meu copo 244 - Lello 2006


Num almoço de rotina resolvi pedir este vinho para acompanhar a refeição. Nunca tinha experimentado e para vinho do dia-a-dia não me pareceu mau. Bom corpo, paladar frutado e marcado por especiarias, alguma macieza e boa persistência. Bastante aceitável para um vinho sem grandes pretensões e a preço reduzido.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Lello 2006 (T)
Região: Douro
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges & Irmão
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: 2,79 €
Nota (0 a 10): 7

quarta-feira, 27 de maio de 2009

No meu copo 242 - Quinta do Peru branco 2008; Dão Borges, Touriga Nacional 2005

Uma surtida com o tuguinho e o Politikos levou-nos aos Arcos, já um lugar obrigatório pela excelência do serviço e da culinária, para repetir o saboroso robalo no capote e o bife Wellington, desta vez complementados com um delicioso e suculento bife pimenta. Tal como nas visitas anteriores, 5 estrelas.
Para os líquidos, com uma vasta escolha à disposição, estivemos algo indecisos. O objectivo, como fazemos muitas vezes nestas ocasiões, era experimentar vinhos que não conhecêssemos, e assim acabámos por seguir a sugestão do escanção de serviço, quer para o acompanhamento do peixe quer da carne.
Deste modo travámos conhecimento com um Quinta do Peru branco de 2008, produzido em Azeitão, que fomos bebericando enquanto esperávamos pacientemente pela confecção do robalo no capote. Apresentou-se um vinho com bom aroma como é habitual nos brancos da península de Setúbal que, apesar dos seus 13,5 graus de álcool, não se mostrou pesado nem com o teor alcoólico excessivamente marcado. Uma pouco habitual combinação de duas castas que começam a impor-se um pouco por todo o lado, Viosinho e Verdelho, resultou neste branco em que uma acidez correcta, boca fresca, corpo e final medianos, cor entre o citrino e o palha e algumas notas de frutos brancos foram as características mais evidentes. Acompanhou com agrado o robalo e os entreténs-de-boca, de tal modo que ainda tivemos que pedir um reforço antes de passarmos aos substanciais bifes.
Para os bifes, seguindo novamente a sugestão do escanção, apontámos ao Dão para um Touriga Nacional da Borges de 2005 que foi uma belíssima revelação. Era um vinho debaixo de olho há muito tempo mas ainda não tinha calhado cruzar-me com ele. Veio na melhor altura, batendo-se em grande estilo com os bem temperados bifes. Tivemos aqui um exemplar da Touriga Nacional ao melhor nível, fugindo um pouco ao habitual floral e marcado por uma evidente robustez e taninos bem firmes. Ganhou com a decantação e foi-se revelando em aromas frutados ao longo da refeição, mantendo sempre uma admirável persistência. Ficámos rendidos a este belíssimo representante do novo fôlego do Dão.
Ainda deixámos umas gotas para o misto de sobremesas que encerrou o magnífico repasto, onde fomos reencontrar algumas já provadas nas anteriores visitas. O preço foi bem puxado (53 € por cabeça), mas caramba, para aquele nível até não se pode considerar chocante.

Kroniketas, com tuguinho e Politikos em trânsito pela marginal

Vinho: Quinta do Peru 2008 (B)
Região: Terras do Sado
Produtor: Sociedade Agrícola Ribeira da Várzea
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Viosinho, Verdelho
Preço em hipermercado: 9,46 €
Nota (0 a 10): 7

Vinho: Borges, Touriga Nacional 2005 (T)
Região: Dão
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Touriga Nacional
Preço em hipermercado: 22,90 €
Nota (0 a 10): 8,5

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Os vinhos da festa 2007-2008 (2)

No meu copo 160 - Verdes

Foram estes os verdes provados na quadra festiva:

Borges, Verde Alvarinho 2005 - Um excelente vinho verde da casta Alvarinho, muito aromático, bem estruturado, persistente e ao mesmo tempo com alguma elegância. Um dos melhores Alvarinhos que já provei. Nota: 8,5

Quinta do Ameal, Verde Loureiro 2005 - Muito aberto, suave, ligeiramente gaseificado, com grande frescura na prova e um toque floral. Um bom exemplar da casta Loureiro. Nota: 7,5

Kroniketas, enófilo esverdeado




Vinho: Borges, Alvarinho 2005 (B)
Região: Vinhos Verdes (Monção)
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 13%
Casta: Alvarinho
Preço em feira de vinhos: 7,15 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Quinta do Ameal, Loureiro 2005 (B)
Região: Vinhos Verdes (Ponte de Lima)
Produtor:
Quinta do Ameal
Grau alcoólico: 11,5%
Casta: Loureiro
Preço em feira de vinhos: 5,35 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Os vinhos da festa 2007-2008 (1)

No meu copo 159 - Champanhes e espumantes



Na quadra festiva que há pouco terminou, entre jantares de Natal, réveillon e alguns aniversários tivemos oportunidade de provar um conjunto alargado de vinhos que seria fastidioso descrever em detalhe. Assim vamos apresentar algumas notas curtas agrupando-os por tipo de vinho (daqueles que ainda nos lembramos...)
Começamos pelos champanhes e espumantes.

Veuve Clicquot Champagne Brut - Um clássico do champanhe francês que já se tornou tradicional nos meus jantares de Natal. Foi uma das primeiras notas de prova aqui colocadas, precisamente após o fim-de-ano de há dois anos. Apreciação aqui. Nota: 9

Pol Carson Champagne Brut Rosé - Numa variação ao habitual, resolvi experimentar este champanhe rosé e foi uma bela aposta. Bastante aromático, seco, suave, bolha fina e com grande elegância. Excelente acompanhante de quase todo o tipo de iguarias, mas em particular entradas, peixes e mariscos. Uma boa aposta por um preço, apesar de tudo, não muito exagerado para o produto que é. Nota: 8,5

Tapada do Chaves Bruto 2002 - Resolvi experimentar este por estar agora em Portalegre, por ter visitado a Tapada do Chaves e por ainda não ter experimentado um espumante do Alentejo. Foi uma belíssima revelação. Bastante frutado e aromático, ainda com algum toque floral, muito elegante e com bolha fina. Bela combinação do Arinto, a dar uma bela acidez ao conjunto, com o Fernão Pires. Entrou directamente para a lista dos recomendados, até porque tem um preço bastante aceitável. Nota: 8

Cabriz Bruto 2005 - Igualmente equilibrado, aromático e elegante, com muita frescura na boca. A Malvasia Fina a expressar-se muito bem em combinação com a Bical. Nota: 8

Real Senhor Velha Reserva 2001 - Mais um bom exemplo duma feliz combinação de castas, neste caso a Malvasia Fina e o Arinto, duas excelentes castas brancas. Pareceu-me contudo menos suave que os dois anteriores. Nota: 7,5

João Pires Bruto - Este foi o que menos me agradou de todos os provados. Pareceu-me pouco elegante, exactamente ao contrário dos outros. Talvez uma segunda apreciação possa rectificar esta primeira impressão. Nota: 7

Kroniketas, enófilo espumantizado

Vinho: Veuve Clicquot - Champagne Brut (B)
Preço em hipermercado : 32,89 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Pol Carson - Champagne Brut (R)
Região: Champagne (França)
Produtor: Sedi Champagne - Châlons en Champagne - França
Grau alcoólico: 12%
Preço em hipermercado: 19,49 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Tapada do Chaves 2002 - Espumante Bruto (B)
Região: Alentejo (Portalegre)
Produtor: Tapada do Chaves, Sociedade Agrícola e Comercial
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto, Fernão Pires
Preço em hipermercado: 8,99 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Cabriz 2005 - Espumante Bruto (B)
Região: Dão
Produtor: Dão Sul, Sociedade Vitivinícola - Quinta de Cabriz
Grau alcoólico: 12%
Castas: Malvasia Fina, Bical
Preço em feira de vinhos: 6,40 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Real Senhor Velha Reserva 2001 - Espumante Bruto (B)
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Malvasia Fina, Arinto
Preço com a Revista de Vinhos: 6,25 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: João Pires - Espumante Bruto (B)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 12,5%
Preço em hipermercado: 6,99 €
Nota (0 a 10): 7

sexta-feira, 11 de maio de 2007

No meu copo, na minha mesa 112 - Dão Meia Encosta Garrafeira 73, Quinta de Cabriz Reserva 2003; Curral dos Caprinos



Este restaurante é um clássico. Um nome que é sempre de considerar para uma refeição bem preparada mesmo ao pé da serra de Sintra, a pedir um passeio após o repasto. Para além disso há uma enorme garrafeira onde se podem encontrar verdadeiras relíquias, com mais de 30 anos, em bom estado de conservação sem ser a preços obscenos. Rumando a Sintra, há que tomar a estrada em direcção a Colares e à Praia das Maçãs e pouco à frente sair no cruzamento em direcção a Cabriz e Várzea de Sintra.
Há dois pisos com salas, sendo o piso superior bem mais agradável que o térreo, pois é todo rodeado de janelas, ao contrário do outro que é completamente interior e mais acanhado em termos de espaço.
Uma das especialidades da casa é o cabrito no forno, que vem cortado em pequenos pedaços rodeados de batatinhas e regados com molho do assado. Não é o melhor cabrito que já comi mas cai bem. Existem, contudo, muitas outras opções em duas páginas repletas de especialidades e pratos do dia.
Antes de se escolher a refeição somos quase inundados por uma série de entradas quentes, como rissóis e croquetes, para além de outras frias como o queijo fresco e fatias de presunto. Difícil de resistir quando a fome aperta.
Nas sobremesas também há imensas escolhas, com a curiosidade de algumas terem nomes bem sugestivos como “pijama”, pijaminha” e “cuequinha”, que são pratos com misturas de doces, frutas e gelados, com variadas combinações. Pode-se sempre optar pelos mais tradicionais, como o pudim de gemas ou a mousse de chocolate.
Mas a grande atracção é a garrafeira. Para além de se poder pedir uma garrafa de bom vinho por 13 ou 14 euros, bem longe dos 30 ou 40 que se vêem por aí, ainda encontramos vinhos de Reserva e Garrafeira dos anos 70, 80 e 90 pelo mesmo preço. Não resisti à curiosidade de experimentar uma dessas relíquias e pedi um Dão Meia Encosta Garrafeira de 1973. Foi aberto com todos os cuidados (não sem que a rolha se partisse, mas sem cair na garrafa) e posteriormente decantado. Mostrou uma cor ainda a revelar saúde embora com o acastanhado típico de um vinho desta idade. Houve que deixá-lo respirar algum tempo para vê-lo evoluir, mas estava em plena forma, sem qualquer sinal de declínio nem de estar a ficar “passado”. Claro que um vinho destes não é apreciado por toda a gente, há que conhecer as suas características para poder usufruir de tão nobre envelhecimento. Já não vai melhorar, mas pareceu estar num patamar estável de conservação.
Para compensar a velhice deste Meia Encosta pediu-se um mais novo, um Quinta de Cabriz Reserva de 2003. Trinta anos mais novo e a mostrar bem essa juventude. Uma bela cor rubi ainda fechada, com um aroma pronunciado a frutos vermelhos e silvestres, a fazer lembrar amora e cereja, e uma grande frescura na boca, onde o frutado e a acidez se equilibram bem com um teor alcoólico elevado. O mais curioso é que estes vinhos custaram 14 e 13 €, respectivamente, o que deve ser caso único em Portugal.
À saída ainda houve a oportunidade de trazer a garrafa do Dão Meia Encosta e, no remate da conversa, adquiri outro Garrafeira de 1977 pelo preço módico de 10 euros! Disse-me o chefe que prefere vendê-las baratas, se os clientes as quiserem levar, do que tê-las guardadas a estragarem-se sem que ninguém lhes pegue. E acho que faz bem. Quando quiser outra, já sei onde ir buscá-la. Só espero que esta de 77 esteja com tão boa saúde como a de 73 que lá bebi.
Como nota menos positiva realce-se a demora do serviço, principalmente nos pratos pedidos. Parece que ao fim-de-semana dispensam parte do pessoal e ficam com 3 pessoas a atender uma sala para cerca de 130 clientes. Depois o serviço ressente-se...

Kroniketas, enófilo esclarecido

Restaurante: Curral dos Caprinos
Rua 28 de Setembro, 13
Cabriz - Várzea de Sintra
Telef: 21.923.31.13
Preço médio por refeição: 30 €
Nota (0 a 5): 4

Vinho: Dão Meia Encosta Garrafeira 73 (T)
Região: Dão
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 12%
Preço no restaurante: 14 €
Nota (0 a 10): 9

Vinho: Quinta de Cabriz Reserva 2003 (T)
Região: Dão
Produtor: Dão Sul, Sociedade Vitivinícola - Quinta de Cabriz
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Alfrocheiro, Tinta Roriz, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 6,98 €
Nota (0 a 10): 7,5

sábado, 18 de novembro de 2006

No meu copo 68 - Dão Meia Encosta 2001

Um dia destes ao almoço resolvi pedir meia garrafa de vinho para acompanhar uns escalopes de vitela com cogumelos. Claro que as opções de meias garrafas são sempre escassíssimas, pelo que não há muito por onde escolher. Como já não o bebia há muito tempo, resolvi experimentar o Dão Meia Encosta, para ver como estava. Por acaso foi um dos primeiros vinhos que provei quando me iniciei nestas lides do vinho, ainda de forma muito incipiente, e foi dos primeiros a agradar-me.
Pois voltou a não me decepcionar. Tem aquela suavidade inigualável nos vinhos do Dão e que hoje tanto vai rareando. Ainda é um vinho elegante, que se bebe com agrado, sem ter toda aquela carga de fruta, álcool e acidez que molda o perfil dos vinhos actuais. É um vinho aberto, de corpo médio, frutado quanto baste, aroma discreto e acidez correcta. Este exemplar era de 2001, mas revelou ainda frescura e juventude, o que é outra qualidade que aprecio nos vinhos do Dão, que aguentam bastante bem a idade. Num vinho alentejano, por exemplo, 5 anos nalguns casos pode já ser demais.
Curiosamente, evoluiu favoravelmente no copo ao longo da refeição, chegando ao fim com uma maior evidência dos taninos, mostrando alguma garra que inicialmente parece não existir. Em todo o caso, aconselha-se para acompanhar pratos delicados e não excessivamente temperados.
É um vinho que sem brilhar também não deslustra. Nada parece ter sido deixado ao acaso, está tudo no sítio certo. Para o dia-a-dia é uma aposta simpática e, principalmente nos tempos que correm, uma excelente alternativa aos vinhos hiper-alcoólicos e super-encorpados da moda. E pasme-se, tem só 12 graus de álcool! Tivesse-o eu provado antes do Cister da Ribeira, e a minha prova à quinta teria corrido bem melhor. Dentro deste patamar pode ser considerado um valor seguro, pelo que o incluímos nas nossas escolhas.

Kroinketas, enófilo esclarecido

Vinho: Meia Encosta 2001 (T)
Região: Dão
Produtor: Sociedade dos Vinhos Borges
Grau alcoólico: 12%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro

Preço em feira de vinhos: 2,20 €
Nota (0 a 10): 6,5