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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

No meu copo 223 - Quinta dos Carvalhais 2002

Devo estar com azar. Ainda não acertei com um destes novos vinhos da Quinta dos Carvalhais que me enchesse as medidas. Com esta colheita de 2002 voltou a acontecer. Achei alguma falta de intensidade aromática, de estrutura, de persistência, em suma desiludiu-me.
De um vinho da Sogrape espera-se sempre mais e melhor e tratando-se do Dão espera-se principalmente um aroma profundo e elegância. Mas aqui não encontrei nada de especial. Achei-o demasiado simples e linear. Vamos aguardar por outros produtos. Decididamente, este não faz esquecer o desaparecido Dão Sogrape Reserva.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Quinta dos Carvalhais 2002 (T)
Região: Dão
Produtor: Sogrape
Grau alcoólico: 13%
Castas: Touriga Nacional, Tinta Roriz, Alfrocheiro
Preço com a Revista de Vinhos: 5,95 €
Nota (0 a 10): 7

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

No meu copo 220 - Reservas Sogrape: o adeus


Foram cerca de 15 anos e quase 30 colheitas diferentes provadas entre 4 regiões: Douro, Dão, Bairrada e Alentejo (talvez não por acaso, um dos vinhos da Sogrape que nos encantou e que referimos mais de uma vez chamava-se precisamente Quatro Regiões). Foi um caso de amor à primeira vista e de paixão duradoura e correspondida, daquelas “até que a morte nos separe”. Neste caso, a separação foi decidida pelo produtor ao decretar a morte destes vinhos.

Ao longo dos 3 anos que este blog hoje completa (e por isso agendámos a publicação deste post para esta data, por uma questão de simbolismo), os vinhos da Sogrape, e estes Reservas em particular, foram os que tiveram direito a mais posts publicados. A nossa paixão pelos vinhos da Sogrape começou precisamente pela descoberta destes Reservas, já referida nos posts 99 e 100.

Desde o Dão 85 e o Douro 87, procurámos sempre ir acompanhando com regularidade as colheitas lançadas, e daí partimos para o alargamento dos nossos conhecimentos dos vinhos da empresa. Quando comecei a constituir uma garrafeira em casa, o Douro Reserva e o Dão Reserva sempre estiveram presentes. Pelo meio foram aparecendo, de forma mais esparsa, alguns Reservas da Bairrada e já no dealbar do século XXI apareceram os Reservas do Alentejo, após o começo da produção de vinho na Herdade do Peso.

Com a diversificação da gama de vinhos nas várias regiões, a empresa decidiu acabar com estes Reservas, um fim que vi anunciado pela primeira vez num dos guias de João Paulo Martins. A princípio custou-me a acreditar mas depois confirmou-se numa das provas de vinhos Sogrape na Wine o’clock. Os Reservas do Douro vão ficar sob a alçada da Casa Ferreirinha, sendo o Vinha Grande o seu sucessor natural (embora, insisto, o ache inferior), os Reservas do Dão são substituídos pela gama da Quinta dos Carvalhais e os Reservas do Alentejo ficam naturalmente integrados na nova linha da Herdade do Peso. Os Reservas da Bairrada sempre foram mais escassos e actualmente a empresa apenas investe na marca Terra Franca e ainda há um garrafeira por aí.

É claro que esta nova gama, bastante alargada, teoricamente substitui com vantagem cada um dos vinhos referidos. No entanto, daqueles que já tive oportunidade de provar, nenhum tem o mesmo perfil dos Reservas. São novos e são mais, mas são diferentes, por isso vou sentir a falta daqueles.

Estando o nosso stock a chegar ao fim, os Comensais Dionisíacos reuniram-se à mesa a pretexto de um Benfica-Sporting para degustar os últimos exemplares do Douro 2001, Dão 2000 e Alentejo 2001.

Já aqui falámos do Douro 2001 e do Dão 2000 noutros posts. Mantiveram aquilo que se esperava e, na minha opinião (que não foi unânime), o Douro continuou a mostrar-se o melhor, com um bouquet profundo e exuberante a fruto maduro, grande elegância e boa estrutura na prova de boca.

O Dão continua com um perfil um pouco menos polido mas mesmo assim bastante redondo e adequado para pratos de carne requintados mas com alguma pujança.

Finalmente o Alentejo, com duas colheitas algo diferentes. O 2001 com bom corpo mas com o aroma algo discreto, talvez a colheita menos conseguida das que provámos. Esquecida estava a última garrafa de 2000, já consumida noutra ocasião, que confirmou a prova anterior: uma grande estrutura e aromas exuberantes, um vinho com tudo no sítio. A primeira vez que provei um destes Reservas, no fim-de-ano de 2003, foram duas garrafas de 1999 e a primeira sensação foi precisamente essa: um vinho com tudo no sítio certo. Pena que tenha tido uma vida tão curta.
Em comum entre estes vinhos está o facto de todos terem um estágio de um ano em madeira seguido de mais algum tempo em garrafa, no mínimo 6 meses. Daí resulta saírem para o mercado já com alguns anos de existência e com os aromas bem casados. Não nos vamos repetir nas apreciações feitas anteriormente, pelo que quem quiser ler mais considerandos pode encontrá-los nos posts indicados:

- Douro Sogrape Reserva 2001
- Douro Sogrape Reserva 2000
- Dão Sogrape Reserva 2000
- Dão Sogrape Reserva 99
- Bairrada Sogrape Garrafeira 99
- Alentejo Sogrape Reserva 2000
- Quatro Regiões 97 (1) e (2)

Para perpetuar a memória, guardei uma garrafa do último Dão e do último Alentejo como recordação do rótulo algo “sui generis”. E para contrariar o destino, ainda me deparei com umas garrafas do Douro Reserva 2002 no Jumbo e na Makro (deve ser mesmo a última colheita à venda), e tratei de abastecer a garrafeira antes que acabem. Assim ainda posso prolongar o prazer por mais algum tempo, bebendo-as com parcimónia e com a companhia adequada. E entretanto encontrei um restaurante com uns restos de colecção, mas não vou dizer qual é. Pode ser que ainda consiga ir lá gastá-las...

Kroniketas, enófilo saudoso

Produtor: Sogrape

Vinho: Douro Sogrape Reserva 2001 (T)
Região: Douro
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Último preço: 10,74 €
Nota (0 a 10): 8,5

Vinho: Dão Sogrape Reserva 2000 (T)
Região: Dão
Grau alcoólico: 12,5%
Último preço: 9,89 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Alentejo Sogrape Reserva 2001 (T)
Região: Alentejo
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Aragonês, Alfrocheiro
Último preço: 11,16 €
Nota (0 a 10): 7,5

Vinho: Alentejo Sogrape Reserva 2000 (T)
Região: Alentejo
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Alfrocheiro
Último preço: 8,19 €
Nota (0 a 10): 8,5

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Na Wine O’Clock 2 - Com a Sogrape (Quinta dos Carvalhais)


Ultimamente temos andado numa de provas quando a ocasião se proporciona. No último sábado voltei a deslocar-me à Wine O’Clock de Lisboa, acompanhado do Politikos, para uma prova de vinhos da Quinta dos Carvalhais com a Sogrape. Há algumas semanas já tínhamos tido a oportunidade de participar numa prova com vinhos da Herdade do Peso. Agora a expectativa era um pouco maior porque a Quinta dos Carvalhais é quase um ex-libris da Sogrape e foi uma espécie de motor da reabilitação dos vinhos do Dão. Aí tive o prazer de reencontrar, mais de um ano depois, o nosso comparsa Pedro Rafael Barata, do blog Os Vinhos, que foi ficando por ali ao pé de nós durante a prova.
Há uns 10 anos conhecíamos dois vinhos da Sogrape no Dão: o Reserva e o Pipas, que entretanto foram sendo substituídos pela nova marca Quinta dos Carvalhais, só restando por aí à venda alguns exemplares dos antigos vinhos em locais esparsos. Agora há uma gama alargada de brancos, tintos e espumantes, que vão desde os vinhos para consumo imediato até aos reservas de grande qualidade.
Esta prova da Quinta dos Carvalhais começou com dois brancos, o Duque de Viseu e o Quinta dos Carvalhais Encruzado. Ambos mostraram alguma elegância e um ligeiro aroma floral, embora o Encruzado com um perfil um pouco mais austero e a mostrar-se capaz de ter alguma longevidade e bater-se com pratos com alguma pujança, características que lhe são conferidas pelo estágio em madeira.
Passando aos tintos, começámos pelo Quinta dos Carvalhais Colheita, seguindo-se três varietais (Alfrocheiro, Tinta Roriz e Touriga Nacional), sendo que o Alfrocheiro foi o que mais nos surpreendeu, voltando a mostrar, à semelhança das últimas provas, uma intensidade que não lhe tem sido reconhecida na generalidade das regiões. Parece-me ser uma casta injustamente mal-amada ou porventura não suficientemente valorizada. Após 4 tintos, chegou o Reserva de 2000, já um vinho para altos voos e ainda com uma frescura assinalável para a idade, para terminarmos com uma revelação que deixou todos os presentes rendidos: uma colheita única de 2005 que recebeu o nome de... Único. Difícil descrever o perfil deste vinho, mas uma palavra nos ocorre à mente: fabuloso! Com algumas notas licorosas no primeiro ataque aromático, para depois se abrir num perfume de frutos, flores, compotas, uma explosão de aromas e sabores que motivaram do Politikos o comentário de que daria um grande Vintage. De facto, este Único fez lembrar os melhores vinhos do Porto que já tive oportunidade de provar, e sugeriu-me que, se a Sogrape pretende criar nos Carvalhais uma espécie de Barca Velha do Dão, este único parece ser o predestinado para lá chegar. Assim tenha longevidade para tanto, mas o potencial parece estar lá todo.
No final da prova, ao compararmos os aromas que foram ficando nos copos, verificámos que o Reserva tinha desaparecido ao pé do Único. É o que nos ajuda a distinguir os vinhos excelentes dos sublimes. Este Único, de facto, é Único! Oxalá possa vir a deixar de ser o único produzido na Quinta dos Carvalhais.
E assim ficámos de apetite aguçado para a prova que se seguirá dentro de algumas semanas com os vinhos da Casa Ferreirinha. Lá estaremos seguramente. Obrigado à Wine O’Clock por estes momentos magníficos que nos tem proporcionado.

Kroniketas, enófilo embevecido

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

No meu copo 145 - Dão Sogrape Reserva 99

O stock vai-se esgotando, com grande pena nossa. Já aqui dissemos que somos fãs de longa data dos Sogrape Reserva, primeiro no Dão e no Douro e mais tarde no Alentejo. Fizemos questão de escrever o 99º e o 100º post de prova neste blog sobre os Reservas do Douro e do Dão, de 2000. Agora tivemos à mesa uma garrafa de Dão 99 que tinha ficado guardada em casa de um amigo.
Abrimo-la com uns bifes à café, e estava excelente. Devido à idade podia apresentar alguns sinais de cansaço, como já tinha acontecido com outras com idades semelhantes. Mas a verdade é que se mostrou em plena forma, com todos os aromas bem presentes, aquela pujança elegante (se é que se pode dizer assim) que o caracteriza a mostrar-se na plenitude. De cor ainda muito carregada, os taninos presentes mas já bem arredondados, uma persistência notável para um vinho com 8 anos e um fim de boca longo.
Bebemo-lo, melhor, sorvemo-lo avidamente até à última gota, tentando guardar na memória as últimas lembranças dum vinho anunciado para acabar. Agora só nos resta uma de 2000 na garrafeira e já não encontramos nenhuma à venda. Ainda há uns restos do Dão Pipas, um clássico de que um dia falaremos, e a partir daí teremos que enveredar pelo Quinta de Carvalhais. Como a primeira experiência não foi famosa, ficámos um pouco de pé atrás, mas continuamos a esperar que a nova marca faça jus à tradição dos vinhos dali saídos.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Dão Sogrape Reserva 99 (T)
Região: Dão
Produtor: Sogrape
Grau alcoólico: 12,5%
Preço em feira de vinhos: 9,89 €
Nota (0 a 10): 8

quarta-feira, 21 de março de 2007

No meu copo 100 - Dão Sogrape Reserva 2000

Fazemos hoje o 100º post sobre vinhos e restaurantes neste blog, e atingimos a centena da melhor maneira, com mais uma prova da Sogrape. Um bom parceiro do Reserva do Douro, referido no post anterior, é o Reserva do Dão, outra das nossas referências incontornáveis desde há mais de uma década.
Habitualmente menos exuberante que o Douro em termos de aroma, um pouco mais frutado e, curiosamente, com a mesma idade o Dão apresentou-se com um perfil mais jovem, com uma cor mais fechada. Não deixa de ser igualmente curioso que os Reservas do Douro estejam a ser comercializados primeiro que os do Dão para colheitas do mesmo ano, o que significa que estão a evoluir mais depressa. Nesta dupla prova de reservas da Sogrape confirmou-se uma clara maior evolução do Douro, que foi adquirido em 2003, enquanto o Dão foi adquirido em 2006.
Comparativamente, este Dão Reserva sempre foi menos fino que o Douro Reserva, embora fizesse também uma boa parceria para a maioria dos pratos de carne. Nas variadas experiências que tivemos com este vinho, atingiu o seu esplendor com pratos requintados de carne como tornedó, faisão, perdiz, assados no forno e costeletas de novilho muito mal passadas. Um bom corpo, uma acidez correcta, frutado quanto baste, um grau alcoólico moderado e um bom fim de boca, fazem dele uma boa companhia para quase todas as ocasiões.
A Sogrape tem também, há muitos anos, outro Reserva no Dão conhecido por Dão Pipas, de que já apanhámos algumas relíquias com mais de 30 anos, que estão num patamar semelhante a este Reserva. Não sabemos se ambos irão desaparecer para dar lugar apenas aos Quinta dos Carvalhais, o que será uma pena. Se assim for, que a nova aposta supere a anterior, porque essa perspectiva para o Douro ainda está longe de lá chegar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Dão Sogrape Reserva 2000 (T)
Região: Dão
Produtor: Sogrape
Grau alcoólico: 12,5%
Preço em feira de vinhos: 9,89 €
Nota (0 a 10): 8

sábado, 14 de outubro de 2006

No meu copo 61 - Dão Grão Vasco 2003

Devo dizer que este vinho nunca me agradou. Toda a regra tem excepção e, neste caso, acho que é a excepção à qualidade aqui abundantemente elogiada dos vinhos da Sogrape.

Há uns meses tive a oportunidade de experimentar o novo Grão Vasco do Alentejo, que não deslustrou, mas este clássico do Dão, definitivamente, não me consegue convencer. Recentemente bebido em restaurante, continua a pecar pelo mesmo que sempre lhe achei, ou seja, um vinho com alguma falta de aroma, um pouco “chato”, daqueles vinhos com sabor quase neutro.

Posiciona-se na gama média/baixa, é um daqueles vinhos de “combate”, para o dia-a-dia, mas tanto a Sogrape tem vinhos melhores na gama como no Dão há vinhos muito melhores para o mesmo nível de preços. Por exemplo, o Quinta de Cabriz Colheita Seleccionada, que custa mais ou menos o mesmo e é bem melhor.

Definitivamente, acho que é das apostas menos conseguidas da Sogrape.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Grão Vasco 2003 (T)
Região: Dão
Produtor: Sogrape
Grau alcoólico: 12,5%

Castas: Jaen, Alfrocheiro, Tinta Pinheira, Touriga Nacional, Tinta Roriz
Preço em feira de vinhos: 2,78 €
Nota (0 a 10): 5

terça-feira, 20 de dezembro de 2005

No meu copo 1 - Quinta dos Carvalhais, Touriga Nacional - 2000

No passado sábado eu e o Kroniketas decidimos pastar uma late ceia após o jogo do Glorioso. Amancebaram-se umas costeletas de novilho com umas batatas fritas e um arroz branco e escolheu-se para molha-goelas um Dão, comprado há cerca de dois anos no Pingo doce pelo método "thifty-thifty" (porque não é um vinho barato - custou 19,85€ na Feira de Vinhos de 2003).
E o que sói dizer-se sobre este líquido etílico? Numa palavra: esperávamos mais (esta da palavra única era chalaça, não sei se entenderam).
De perfil clássico, embora um tanto ou quanto diferente por ser um monocasta, o corpo era apenas mediano e o fim de boca demasiado curto para o que se esperaria de um vinho deste pretenso calibre. Boa cor, bons aromas, sem espantarem - também aqui acreditávamos num aroma mais complexo e exuberante.
Outro percalço surgiu com a rolha, que se desfez mostrando a má qualidade da cortiça usada - para nosso espanto - e obrigou a filtrar o vinho para poder ser bebido.
Concluindo, a Sogrape não nos habituou a isto, tanto no que toca à rolha como na qualidade do vinho. Não estou com isto a dizer que o vinho era mau, muito longe disso! Mas, definitivamente, esperávamos mais...

tuguinho, enófilo esforçado

Vinho: Quinta dos Carvalhais, Touriga Nacional 2000 (T)
Região: Dão

Produtor: Sogrape
Grau alcoólico: 12,5%

Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 19,85 €
Nota (0 a 10): 6,5