Este é um daqueles vinhos pelos quais à partida ninguém dá nada. Mas a verdade é que me surpreendeu pela positiva. Muito equilibrado na boca, aromático quanto baste com alguma predominância a frutos vermelhos, corpo médio, macio mas com alguma estrutura e boa persistência, apesar da gama de preços em que se posiciona consegue portar-se como se valesse 3 ou 4 vezes mais.
O grau alcoólico também ajuda ao bom equilíbrio do conjunto. É um daqueles vinhos que não sendo nada de extraordinário consegue ser guloso e deixar-se beber com agrado. Pelo preço que custa pode ser uma boa aposta para o dia-a-dia.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Dumonte 2005 (T)
Região: Alentejo
Produtor: Caves Velhas - Enoport
Grau alcoólico: 13%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bosuchet
Preço em hipermercado: 1,99 €
Nota (0 a 10): 7
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
No meu copo 210 - Dumonte 2005
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quinta-feira, 4 de setembro de 2008
No meu copo 198 - Prova Régia 2006; Bucellas Caves Velhas 2006

Dois brancos que são obrigatórios na minha garrafeira todos os anos. Agora com uma imagem renovada, o Prova Régia de 2006 quase esgotou o ano passado nas feiras de vinhos, tal a procura devido a um preço imbatível.
O que dizer deste campeão de vendas da Quinta da Romeira? Que está mais ou menos sempre como se espera, com aquela acidez refrescante do Arinto, com um toque floral e com notas de fruta tropical juntamente com algum citrino, bom para a piscina ou a esplanada mas também para uns bons petiscos de peixe ou marisco. No entanto, talvez surpreenda ao dizer que me pareceu esta colheita algo inferior às anteriores. Costuma ser um vinho que consegue ser estimulante na prova de boca sem deixar de ser leve, mas ou eu não estava nos melhores dias ou faltou-lhe ali qualquer coisa.
Sem deixar de ser uma boa aposta, porque nunca nos deixa ficar mal ao mesmo tempo que tem um preço bastante atractivo, pareceu-me faltar ali alguma frescura. Não sei se terei oportunidade de voltar a esta colheita, até porque já está no mercado a de 2007, mas para já vou deixar esta apreciação sob alguma reserva, acreditando que pode ter sido apenas uma baixa de forma passageira.
Já o Bucellas Caves Velhas 2006 (que agora pertence à Enoport) parece estar cada vez melhor. Enquanto o Prova Régia pareceu descer, o Bucellas pareceu subir. Uma frescura notável na boca, com notas citrinas bem marcadas com final floral, a par com uma acidez muito equilibrada, tudo envolto num amarelo brilhante e ligeiramente esverdeado. A sua frescura permite-lhe servir tanto para acompanhar peixes e mariscos como para ser bebido como aperitivo ou até mesmo apenas como bebida refrescante num dia de Verão. Neste caso acompanhou na perfeição uma salada de marisco. Um excelente branco para todas as ocasiões, cada vez mais incontornável e indiscutível no meu “top 5” dos brancos nacionais.
Kroniketas, enófilo refrescado
Vinho: Prova Régia, Arinto 2006 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Companhia das Quintas - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 2,97 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Bucellas Caves Velhas 2006 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Caves Velhas
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto (90%), Rabo-de-Ovelha
Preço em feira de vinhos: 3,49 €
Nota (0 a 10): 8,5
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sábado, 15 de setembro de 2007
No meu copo 134 - Bucellas Caves Velhas 2005

Os brancos e rosés de férias
Nos brancos bebidos nas férias, outro destaque vai para o Bucellas Caves Velhas, outro dos meus preferidos. Aliás, já o disse aqui, os brancos de Bucelas são os meus preferidos do mercado nacional.
Com as características típicas dos brancos de Bucellas, acidez bem marcada pela predominância do Arinto, aroma frutado intenso com um ligeiro toque floral, num todo muito fresco e agradável. É outro que nunca engana, por um preço excelente.
E segundo a Revista de Vinhos, a colheita de 2006 é uma das melhores dos últimos 20 anos. Estou só à espera das feiras de vinhos para ir buscá-lo.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucellas Caves Velhas 2005 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Caves Velhas
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto (75%), Esgana Cão, Rabo de Ovelha
Preço em feira de vinhos: 3,25 €
Nota (0 a 10): 7,5
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
Prova à Quinta - O sexto
Para este desafio aqui lançado há duas semanas, as Krónikas Vinícolas foram às garrafeiras vasculhar o que havia de Cabernet Sauvignon, escolheram, escolheram, foram às várias regiões, reuniram e provaram não um, não dois, não três, mas quatro vinhos, a saber:
- Cabernet Sauvignon do Esporão 98, do Alentejo
- Quinta do Poço do Lobo 91, da Bairrada
- Fiúza Cabernet Sauvignon 2004, do Ribatejo
- Caves Velhas Cabernet Sauvignon 2000, da Estremadura
Estes vinhos representam as regiões onde têm sido feitos monovarietais de Cabernet com maior regularidade, faltando apenas os de Terras do Sado. Tivemos três vinhos já com alguma idade e um mais recente. De fora ficaram o Casa Cadaval de 99 e o Quinta de Pancas de 2001, por já terem sido feitas provas de exemplares desses vinhos, e para não ficarmos completamente embriagados no final...
Cabernet Sauvignon (Esporão) 1998
Começámos pelo Cabernet Sauvignon do Esporão. Apresentou-se macio, muito bem integrado e com aroma a frutos secos. A madeira estava bem casada no aroma e sem excessos, com um ligeiro fumado. Na boca mostrou um fundo de frutos muito maduros, ainda alguma adstringência e fim de boca prolongado e suave. Não se nota o álcool e a acidez está correcta. Um vinho com bom corpo, sendo já do ano de 1998.
Quinta do Poço do Lobo, Cabernet Sauvignon 1991
Este vinho foi comprado numa das feiras mais recentes, apesar da idade, e com o único intuito de ver como estaria um vinho desta casta com esta idade. Foi decantado cerca de uma hora antes da refeição e vertido para o copo com uns minutos de antecedência, para que pudesse abrir mais. Apesar de denotar a idade, mostrou estrutura e sabor ainda agradável, embora já não no seu auge. De cor granada escura, foi uma boa experiência, embora em circunstâncias normais já se devesse ter bebido.
Fiúza, Cabernet Sauvignon 2004
O Fiúza presenteou-nos com um aroma agressivo no bom sentido (pujante) e um fundo de erva fresca muito agradável. A boca estava no ponto, com alguns taninos e, se bem que curto, o fim de boca mostrou-se saboroso e com um ataque forte.
Ao fim de uma hora, como seria de esperar, estava muito mais macio, sem a tal agressividade inicial. Bom corpo. Bebeu-se o que restou no almoço do dia seguinte (esteve devidamente rolhado com rolha de vácuo) e mostrou-se algo decaído.
Caves Velhas, Cabernet Sauvignon 2000
Para o fim ficou o Caves Velhas de 2000, um dos melhores na prova. Aroma muito fumado, com fundo vegetal omnipresente mas sem subjugar os outros odores e uma cor rubi muito agradável.
Sabor a couro e vegetal, macio na boca mas persistente, com uma adstringência suave. Fim de boca longo com fundo de frutos secos. Mediano de corpo. Ao contrário do Fiúza, no dia seguinte mostrou-se ainda melhor.
Em conclusão, tivemos vinhos com algumas semelhanças devido à casta e até devido à idade algo avançada que lhes retirou alguma vivacidade, mas com perfis um pouco diferentes. Os mais equilibrados foram o do Esporão e o das Caves Velhas, com um bom balanço entre a acidez, o corpo e os aromas. O Poço do Lobo mostrou-se algo cansado e o Fiúza, embora vivo e mais exuberante que os outros, acabou por mostrar algum excesso de álcool, conquanto não chegasse a desequilibrar o vinho.
No conjunto, o do Esporão confirmou aquilo que se esperava dele, com um frutado ainda marcante e um belo corpo, sem dar sinais de exagero na componente vegetal, mais presente no Fiúza. De todo o modo, não se notou qualquer predominância dos famigerados pimentos verdes, que como diz o Copo de 3 parecem ensombrar os vinhos desta casta e parecem também tomar conta do imaginário dos enófilos. Como dissemos num comentário no post onde lançámos o desafio, um vinho bem feito não deve saber a pimentos verdes, senão algo está mal. Nesse aspecto, o Cabernet do Esporão, que entretanto deixou de ser feito, pede meças a qualquer outro, pois sempre teve uma predominância a frutos secos e vermelhos muito bem integrada com a madeira, com uma acidez correcta e um grau alcoólico moderado.
É pena que os caríssimos eno-bloguistas já não o possam provar (a não ser que ainda haja à venda nalgum sítio esquecido, ou na Herdade do Esporão), pois aqueles que não gostam desta casta talvez mudassem de ideia. Nós conhecemos este vinho desde o seu lançamento, com a colheita de 91, e acompanhámo-lo até ao fim, já em garrafas de meio-litro. As últimas sete, desta colheita de 98, foram compradas numa garrafeira da Praia da Rocha, em 2003, a 11 € cada uma. Ainda nos restam 2, para saborear os últimos prazeres.
Em conclusão, se esta casta é plantada em todo o mundo por alguma razão há-de ser. E para encontrar bons exemplares, mesmo portugueses, só há que procurá-los.
tuguinho e Kroniketas, enófilos esforçados e esclarecidos
Vinho: Cabernet Sauvignon (Esporão) 98 (T) (garrafa de ½ litro)
Região: Alentejo (Reguengos)
Produtor: Herdade do Esporão
Grau alcoólico: 13%
Preço: 11,37 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Caves Velhas, Cabernet Sauvignon 2000 (T)
Região: Estremadura
Produtor: Caves Velhas
Grau alcoólico: 12,5%
Preço em feira de vinhos: 4,81 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Fiúza, Cabernet Sauvignon 2004 (T)
Região: Ribatejo
Produtor: Fiúza & Bright
Grau alcoólico: 14,5%
Preço em feira de vinhos: 3,92 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Quinta do Poço do Lobo, Cabernet Sauvignon 91 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Caves São João
Grau alcoólico: 13%
Preço em feira de vinhos: 4,35 €
Nota (0 a 10): 6
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sexta-feira, 3 de novembro de 2006
No meu copo 65 - Caves Velhas, 3 “terroirs”; Caves São João Reserva 85

O FC Porto-Benfica de sábado serviu de pretexto para dar um primeiro passo na operação “O desbaste da garrafeira - fase 1”. Perante o excesso de stock que de momento se verifica nas nossas garrafeiras após as compras das feiras, as Krónikas Vinícolas empenham-se no fornecimento dos líquidos para os repastos que se querem frequentes.
Compareceram à chamada o tuguinho (escreve-se sempre com minúscula), o Kroniketas, o Mancha na qualidade de anfitrião, o Pirata e ainda o Politikos na qualidade de artista convidado. Faltou o Caçador, que anda entretido com a caça (vamos ver se dali sai algum material para mais um repasto).
Não tendo havido acordo prévio acerca dos vinhos a servir, decidimos escolher, cada um, dois grupos de 3 garrafas de uma região, para depois submeter à votação.
O tuguinho apresentou 3 varietais do Douro:
- 1 Quinta da Urze Touriga Nacional
- 1 Quinta do Cachão Tinta Roriz
- 1 Quinta do Cachão Tinto Cão
A estes juntaram-se 3 vinhos de Castelão feitos pelas Caves Velhas em 3 regiões diferentes:
- 1 no Ribatejo
- 1 na Estremadura
- 1 em Palmela
O Kroniketas optou por 3 varietais da Casa Cadaval:
- 1 Trincadeira Preta
- 1 Merlot
- 1 Pinot Noir
Como segundo grupo apresentou 3 relíquias da Bairrada:
- 1 Messias Garrafeira de 83
- 1 Vilarinho do Bairro Garrafeira de 83
- 1 Caves São João Reserva de 85
Apareceram ainda um Reserva do Esporão de 1990, levado pelo Pirata, e um Herdade do Pinheiro levado pelo Politikos. O aspecto geral do painel era o que se pode ver no post introdutório a este.
Apesar da insistência do tuguinho, os varietais do Douro foram desde logo rejeitados, porque ninguém estava para aí virado, até porque era inoportuno. Levar vinho do Douro em dia de Porto-Benfica só podia dar azar.
Acabámos por escolher os 3 Caves Velhas, uma compra partilhada de há alguns anos que nos despertou a atenção por terem sido elaborados com a casta Castelão cultivada em 3 regiões diferentes, daí o conjunto ser conhecido como 3 “terroirs”. Deixou-se a respirar o Caves São João, depois de devidamente decantado, para apreciar lá mais para o fim.
Para o repasto compraram-se uns bifes de vazia do Brasil, bem assessorados por uma dose extra de medalhões do lombo da raça Angus. Para a cozinha avançou o Kroniketas, tendo os ditos sido temperados com sal e pimenta e fritos em margarina a que se juntou limão, mostarda, natas e ervas de Provence, que deram um toque aromático excelente. Depois de fritos no ponto certo para deixar a carne tenra e ainda bem rosada, juntaram-se umas gotas de whisky ao molho que ferveu um pouco para engrossar. Regaram-se os bifes com o molho e serviram-se acompanhados por uma dose generosa de batatas fritas.
Passou-se então à degustação dos vinhos.
Começou-se a contenda pelo Caves Velhas do Ribatejo, que pela análise do aroma nos pareceu ser o “mais pronto” para ser bebido. O dito aroma era a frutos vermelhos maduros, o corpo era médio e na boca também se mostrou meão.
Seguiu-se o da Estremadura: o aroma estava um bocado sujo e na boca surgiu com um ligeiro gás a torná-lo desagradável. Parecia demasiado evoluído, mas como muita coisa na vida, nem tudo o que parece é - depois de estagiar por minutos nos copos esse gasoso foi-se e mostrou-se um vinho que, embora não sendo um portento de corpo, revelou sabores que só se apanham num vinho com alguns anos e acabou por ultrapassar o do Ribatejo nas opiniões dos convivas.
A versão Palmela mostrou o que já esperávamos: um Castelão típico, com o sabor a caramelo característico da casta quando criada na suas região de eleição, um corpo razoável e um fim de boca médio.
Mais do que a qualidade intrínseca de cada vinho, que não era nada de extraordinário, o que foi mais interessante nesta prova foi mesmo ver como a mesma casta, em regiões relativamente próximas e com um tratamento idêntico, deu origem a vinhos tão diferentes.
Deixámos o Bairrada para o fim, por respeito aos mais velhos. Mostrou-se saudável, com bons aromas e algo delgado de corpo, embora já não estivesse no seu auge - um Bairrada à moda antiga, daqueles que já se fazem pouco hoje em dia mas que dão muita satisfação a quem sabe esperar para os beber.
Enfim, foi melhor o repasto do que o resultado do futebol.
tuguinho e Kroniketas, enófilos e tudo
Vinhos: Castelão 2000 (T)
Regiões: Ribatejo, Estremadura e Palmela
Produtor: Caves Velhas
Grau alcoólico: 12%
Preço: não disponível
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: Caves São João Reserva 85
Região: Bairrada
Produtor: Caves São João
Grau alcoólico: 12,5%
Preço: cerca de 1600 $
Nota (0 a 10): 7
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domingo, 19 de março de 2006
No meu copo 31 - Bucellas Caves Velhas 2003

Continuamos na senda dos brancos para falar de mais um branco de Bucelas,
primo de outro que apresentámos há alguns dias. O anterior era exclusivamente da casta Arinto, este é um vinho de lote com 3 castas: 75% de Arinto, Esgana Cão e Rabo de Ovelha. Curiosamente, sendo eu um apreciador dos vinhos de Arinto, como o Prova Régia, neste caso gostei mais do Bucellas Caves Velhas de lote do que do varietal, que como referi no outro post achei um pouco áspero.
Este Bucellas Caves Velhas, já de 2003, portanto a caminhar para o limite do prazo de consumo num branco, apresentou-se ainda com a característica cor citrina, frutado, levemente acídulo e com aquela frescura que torna os brancos de Bucelas apetecíveis. Acompanhou excelentemente uma deliciosa açorda de marisco. Coloco-o quase ao mesmo nível do Prova Régia e do João Pires, talvez só uns pozinhos mais abaixo, mas é também um dos meus preferidos. Além de que também é barato.
Outra marca a fixar.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bucellas Caves Velhas 2003 (B)
Região: Bucelas
Produtor: Caves Velhas
Grau alcoólico: 12%
Castas: Arinto (75%), Esgana Cão, Rabo de Ovelha
Preço em feira de vinhos: 3,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
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terça-feira, 14 de março de 2006
No meu copo 29 - Bucellas Arinto 2004; Prova Régia Arinto 2004
Apresentamos dois vinhos brancos de Bucelas. A região de Bucelas só tem Denominação de Origem autorizada para castas brancas, mas as empresas locais produzem vinhos tintos com a denominação de Vinho Regional Estremadura.
Sou fã desta região, considero mesmo que aqui se produzem os melhores vinhos brancos do país. São frescos, aromáticos, muito frutados e normalmente com uma característica que aprecio nos brancos: são vinhos normalmente “secos” (para quem não conheça a terminologia, é a característica oposta ao “doce”), característica que lhes é dada pela principal casta da região: o Arinto, que também é usado noutras regiões do país, até nos vinhos verdes. Vinificada em estreme ou em conjunto com outras, dá vinhos muito frescos e com boa acidez, enquanto se for conjugada com outras permite dar ao vinho essa acidez e o toque mais aromático que outras castas com características menos marcadas não conferem.
Estes vinhos de que aqui falamos, embora sendo ambos da casta Arinto, apresentam algumas diferenças. O Bucellas, das Caves Velhas, é menos elegante e um pouco mais áspero. O Prova Régia, da Quinta da Romeira, é um dos meus vinhos brancos preferidos: é mais seco, frutado e também com um marcado aroma a flores, e ao mesmo tempo é mais suave. É daqueles vinhos brancos que gosto de ter sempre na minha garrafeira, pois dá para acompanhar quase todos os pratos de peixe, entradas e mariscos, comportando-se sempre muito bem em todas as ocasiões. Uma aposta segura por muito bom preço. Por tudo isto, também tem lugar nas nossas escolhas.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Bucelas
Vinho: Bucellas, Arinto 2004 (B)
Produtor: Caves Velhas
Grau alcoólico: 12%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 5,85 €
Nota (0 a 10): 6,5
Vinho: Prova Régia, Arinto 2004 (B)
Produtor: Companhia das Quintas - Quinta da Romeira
Grau alcoólico: 12,5%
Casta: Arinto
Preço em feira de vinhos: 3,07 €
Nota (0 a 10): 8
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sábado, 11 de fevereiro de 2006
No meu copo 18 - Dão Caves Velhas branco 2003
Após uma longa digressão pelos tintos alentejanos, finalmente “something completely different”. Um vinho do Dão e logo um branco, que é coisa que por estas bandas não nos passa muito pelo estreito.
Este Dão Caves Velhas 2003 foi uma garrafa de branco que veio como oferta na compra de duas de tinto. Experimentei-o ao longo de vários dias com diversos pratos: massa com carne (tipo massa italiana), com pescada com molho e com bacalhau no forno. Foi com este que casou melhor. É um vinho de cor citrina, com alguma estrutura, encorpado e que por isso fica melhor com pratos de peixe com algum peso, mas não demasiado. Por exemplo, com a massa italiana o vinho abafou o sabor do prato.
Não é um vinho com grandes pretensões. Não encanta, mas também não envergonha. Mas é preciso escolher bem o prato com que é servido. Em todo o caso, pelo preço que custa não se pode exigir muito mais.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Caves Velhas 2003 (B)
Região: Dão
Produtor: Caves Velhas
Grau alcoólico: 12%
Preço em feira de vinhos: cerca de 2 €
Nota (0 a 10): 5,5
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