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sábado, 14 de julho de 2007

Na minha cozinha 129 - Gelado de chocolate

Para este tempo de Verão nada como um bom gelado para satisfazer os mais gulosos. Nós aqui, como aficionados do chocolate, propomos uma receita caseira, muito fácil de fazer e que dá um resultado magnífico.

Ingredientes:
- 1 litro de leite
- 6 gemas
- 250 g de açúcar
- 75 g de chocolate em pó


Coloque o leite a ferver moderadamente até estar reduzido a 7,5 dl. Este processo demora algum tempo e é necessário ir medindo de vez em quando. O objectivo é reduzir substancialmente a quantidade de água presente no leite. O resto do processo é bem mais simples.
À parte bata as gemas com o açúcar. Junte o leite e leve ao lume até engrossar. Retire do lume e ainda quente junte o chocolate em pó.
Deixe arrefecer um pouco e leve ao congelador, cobrindo com uma folha de alumínio para reduzir a formação de gelo à superfície. Quando começar a congelar, mas ainda meio líquido, pode bater o preparado para desfazer os cristais de gelo que começam a formar-se e deixe acabar de congelar até ao dia seguinte.
Para servir retire o gelado do congelador um pouco antes para o deixar amolecer ligeiramente. Se ainda estiver muito rijo corte umas fatias de gelado com uma faca... e delicie-se com esta maravilha.

Kroniketas, cozinheiro que não enfia o barrete

quinta-feira, 30 de março de 2006

Na nossa cozinha 36 1/2 - Mousse de Chocolate

O sentido prático do Kroniketas conseguiu despachar a receita de mousse num parágrafo e depois tecer vários de considerações, embora todas oportunas.
Por isso mesmo, e para terem algo que mastigar no texto desta receita, aqui vai a versão tuguinho da mesmíssima gulodice. Se ainda não leu o post do Kroniketas, vá aqui abaixo deste e leia-o! Depois volte.

Obtenha, por qualquer meio, sete ovos completos e sem gripe. Peça emprestada à Nestlé uma tablete de chocolate culinário, de quarto de quilo. Roube às formigas a quantidade de açúcar necessária ao enchimento de sete colheres de sopa e arranje uma das mesmas colheres (mas sem açúcar!) cheia de manteiga magra (aqui em casa não se usa margarina para cozinhar).
Neste momento tem disponível tudo o que a mousse vai conter, o que não quer dizer que se juntar tudo e bater bem venha a obter mousse. Há mais 2 ou 3 coisinhas que vai ter que fazer e por uma certa ordem. Sim, eu sei que é difícil, mas vá lá, você também tirou a carta à terceira! Vai ver que consegue.
Parta a casca dos ovos (não use um martelo, bata com eles suavemente numa esquina da banca de cozinha e depois aproveite esse buraquinho para meter os dedos – não seja alarve, não é disso que estou a falar! – e separar a casca em duas calotes, uma das quais conterá a gema e a clara) e faça despenhar as gemas para um recipiente, colocando as claras noutro.
Peça a alguém para bater as claras em castelo… onde é que você vai?!... qual castelo de São Jorge, qual carapuça! Você vai bater as claras em castelo com a batedeira (exige menos esforço), ou com um garfo (se precisar de exercitar os músculos do braço), mas não as bata em excesso. Como dizia o Kroniketas, queremos uma mousse e não um balde de cimento cor de chocolate.
Entretanto, o chocolate, partido aos pedaços, deve sofrer um auto-de-fé conjunto com a manteiga, até se transformar numa massa pastosa (eu bem ouvi a sua mente perversa a resvalar para a escatologia!). O ideal seria fazê-lo num pequeno recipiente em banho-maria (poderia fazer piada com a expressão, mas não vou fazer), mas se o fizer directamente sobre lume brando também dá.
Entrementes (não quis repetir entretanto), os embriões falhados (ah, agora surpreendi-o; aposto que nunca pensou nas gemas nesta perspectiva!) devem ser misturados de forma homogénea com a tal massa pastosa, de forma rápida para evitar que as gemas talhem (aposto que já se tinha esquecido que o chocolate derretido estava quente!). Adicione depois as tais sete colheres de açúcar (sem formigas). Aqui por casa nunca apareceram granhões, seja lá o que isso for, mas de qualquer forma tenha cuidado porque podem morder. Pode acontecer é que se formem grânulos se for azelha a fazer a incorporação…
Finalmente, depois de esta mistura ser escorrida para um recipiente com tonelagem para a totalidade da mousse, deve misturar pouco a pouco as claras que foram batidas em castelo (foi azar, elas hão-de ganhar para a próxima vez, quando jogarem em casa…). Vai ver que a coisa engrossa (irra, mas você só pensa nisso?!) e fica com um aspecto lustroso, enchendo todo o espaço do vasilhame escolhido. Cubra-a com uma prata mas não seja mão-fechada: use papel de alumínio e deixe a prata do chocolate em paz.
Deve repousar no frigorífico durante a noite, para poder ser comida à vontade no dia seguinte.
E pronto, caro(a) leitor(a). Como viu, foi fácil. Agora veja lá não abuse, que eu não quero ser considerado o culpado pelas suas artérias entupidas.

tuguinho, gastrónomo popular

Na minha cozinha 36 - Mousse de chocolate



Como sobremesa depois dum bife à café, e a pedido de várias famílias, cá vai.

Ingredientes:
1 tablete para culinária de 200 g (aconselha-se a Nestlé)
7 gemas e 7 claras em castelo
7 colheres de sopa de açúcar
1 colher de sopa de margarina


Derrete-se a tablete em banho-maria com a margarina. Em seguida juntam-se as 7 gemas e liga-se bem; depois misturam-se as 7 colheres de açúcar; finalmente as claras batidas em castelo bem firme (mas não em excesso), a pouco e pouco, mexendo muito suavemente.
Colocar numa taça e levar ao frigorífico até ao dia seguinte coberta com uma prata (pode ser a da tablete).

A receita original era com 6 ovos e 6 colheres de açúcar, mas acrescentando mais um ovo a mousse fica menos carregada e mais suave. Pessoalmente prefiro assim, mas é uma questão de gosto. Há quem misture directamente as gemas com o açúcar e junte a mistura ao chocolate, mas eu prefiro fazer assim para envolver as gemas mais suavemente com o chocolate. É importante que o açúcar seja misturado a pouco e pouco e muito bem mexido para evitar a formação de grânulos. Quanto à margarina, ao contrário de algumas receitas que falam em 250 gramas, acho que serve apenas para ajudar a derreter o chocolate. 250 gramas é um exagero e faz a mousse ficar gordurosa, e não tem qualquer justificação e não acrescenta nada ao doce.
É importante, finalmente, que as claras sejam misturadas com muita suavidade para a mousse ficar espessa e não rala. Uma boa mistura faz com que comecem a aparecer bolhas de ar à superfície, o que é um bom sinal. E um mau sinal é quando aparecem claras precipitadas no fundo: quer dizer que foram mal batidas ou demasiado batidas, ou mal misturadas.
Deixar a mousse no frigorífico até ao dia seguinte faz com que fique mais fresca e consistente. É importante que não fique rala, mas também não deve ser cimento.

Kroniketas, cozinheiro que não enfia o barrete