

Parece mentira mas passaram 12 anos (!!!) desde a última visita a este restaurante de Lisboa, situado entre a Avenida Almirante Reis e a Praça de Londres. Não por nenhuma razão especial mas porque sempre que se falava em ir aqui acabava-se sempre por escolher outro. E como tínhamos memórias das visitas anteriores… Foi aqui que pela primeira vez provámos o Luís Pato Vinhas Velhas, foi aqui que em Fevereiro de 96 decidimos provar o Barca Velha de 83, foi aqui que assistimos a um fascinante ritual de decantação e serviço do vinho num carrinho com os copos e o decanter aquecidos e com uma vela por baixo. O que nós aprendemos desde essa altura...
Finalmente decidi-me a lá voltar. O famoso escanção Sr. Costa continua lá a brindar-nos com o seu desvelo pelo vinho, a garrafeira continua incomparável, a carta de vinhos é mais uma enciclopédia que uma carta. Para os amantes do vinho é indispensável fazer uma visita a este verdadeiro templo de Baco e deixar-se guiar pelos sábios conselhos do Sr. Costa.
Quanto à ementa, destaque para as carnes, com diversos tipos de bifes. Aqui a opção recaiu no bife à Isaura, com um molho especial e ovo a cavalo, acompanhado por batatas fritas e esparregado. Mal passado e muito tenro e suculento, irrepreensível.
No que respeita ao vinho, olhámos para as imensas prateleiras repletas de garrafas, vimos o preço na enorme carta e tentámos escolher um que não queimasse muito (felizmente no Isaura os preços do vinho, ao contrário da generalidade dos restaurantes portugueses, não são obscenos e pode-se escolher bons vinhos por preços relativamente acessíveis). Como apontámos para um vinho do Douro, o Sr. Costa interveio e sugeriu-nos o Dona Berta Reserva 2005, que disse que iria bem com os bifes. Assim se fez.
Aqui começou o ritual. Lá veio o carrinho de serviço com o decanter e os copos adequados, o vinho foi cuidadosamente vertido com a vela por baixo para ver se não escorre nenhum depósito do vinho e finalmente foi colocada uma pinga em cada copo, previamente agitado e cheirado pelo Sr. Costa antes de ser colocado na mesa para os comensais provarem. Serviço 5 estrelas!
Quanto ao vinho, prima mais pela suavidade que pela pujança e a exuberância frutada que marcam a tendência actual, e apresenta um grau alcoólico aceitável, o que é uma ilha no meio da corrente. Contudo pareceu-me algo curto na prova de boca, deixando a ideia que ganharia com mais alguma estrutura e persistência. Será adequado para pratos não muito carregados de temperos. É um vinho correcto e agradável, pronto a deixar-se beber, mas talvez um pouco linear. Pelo preço que custa espera-se um pouco mais.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Restaurante: Isaura
Avenida de Paris, 4-B
1000-228 Lisboa
Telef: 21.848.08.38
Nota (0 a 5): 4,5
Vinho: Dona Berta Reserva 2005 (T)
Região: Douro
Produtor: Hernâni Verdelho
Grau alcoólico: 13%
Castas: Tinta Roriz, Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinto Cão
Preço no restaurante: 22 €
Nota (0 a 10): 7,5
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
No meu copo, na minha mesa 219 - Dona Berta 2005; Restaurante Isaura
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sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
No meu copo 218 - CR&F Colheita Seleccionada 2004
A Carvalho, Ribeiro & Ferreira tornou-se conhecida principalmente pelas suas aguardentes, tendo complementado com alguns vinhos a sua presença no mercado. Nos meus primeiros tempos de exploração vínica existiam à venda alguns vinhos da empresa no Douro, Dão e Bairrada. Lembro-me também de um branco seco das Beiras, de um Garrafeira sem denominação de origem nos anos 80 e 90 e, principalmente, de um Garrafeira de 1980 da Bairrada que fez as minhas delícias há uns 10 anos, de que ainda me restam 3 exemplares e de que um dia falarei.
Depois a marca desapareceu das prateleiras até que há 2 anos reapareceu com um vinho alentejano de 2004. Fiquei curioso e resolvi comprar um exemplar.
Tendo neste momento 4 anos, posso dizer que esperava mais. Parece-me que falta ali alguma estrutura e algum aroma. O grau alcoólico é elevado e dá algum desequilíbrio ao conjunto. Ou seja, não deixa grandes memórias.
Fico a aguardar o que se seguirá. Se é para manter uma produção regular ou apenas esporádica e em que termos. A marca e os activos da “Carvalho Ribeiro & Ferreira” foram comprados pela Cockburn's que ficou com as aguardentes e agora lançou este vinho no Alentejo. Agora há que esperar por próximos lançamentos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: CR&F Colheita Seleccionada 2004 (T)
Região: Alentejo
Produtor: Cockburn Smithes & Cª
Grau alcoólico: 14%
Preço em feira de vinhos: 5,98 €
Nota (0 a 10): 6
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
No meu copo 217 - Montes Claros Reserva 2004
Eis que finalmente tive oportunidade de provar o vinho da polémica. Pontuado com 18 pela Blue Wine, foi alvo de variadas apreciações na blogosfera por parte dos comparsas eno-bloguistas. A maioria em sinal de discordância.
E o que posso eu dizer sobre o dito cujo? Para não repetir o que já foi dito no Copo de 3 e no Pingas no Copo, no Pingamor, no Vinho a Copo, no Vinho da Casa e n’Os vinhos, prefiro remeter para os posts escritos por eles e dizer que não me parece que o vinho justifique tamanha pontuação. Claro que a nota da Blue Wine é que trouxe o vinho para a ribalta e obrigou a que se falasse dele e fez com que muita gente o fosse provar, o que deve ter rendido uma boa maquia à Adega Cooperativa de Borba.
Medianamente encorpado, com boa persistência e aromas não muito exuberantes, bebe-se com agrado mas se o provarmos com a expectativa de valer 18 pontos vamos apanhar uma desilusão. Numa escala de 20 não lhe daria mais de 15. Assim dou-lhe 7,5 na minha escala de 10. E está tudo dito. Sim, é bom, mas não exageremos. Prefiro claramente o Reserva do rótulo de cortiça.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Montes Claros Reserva 2004 (T)
Região: Alentejo (Borba)
Produtor: Adega Coop. Borba
Grau alcoólico: 14%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Cabernet Sauvignon, Tinta Caiada
Preço em feira de vinhos: 5,77 €
Nota (0 a 10): 7,5
Outras provas:
Copo de 3: 16 (em 20)
Os Vinhos: 15,5/16 (em 20)
Pingamor: 16,5 (em 20)
Pingas no Copo: 15,5 (em 20)
Vinho a Copo: 2 (em 5)
Vinho da Casa: 17 (em 20)
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sábado, 29 de novembro de 2008
Semana gastronómica da caça no Alentejo
No Portal do caçador podem ver mais detalhes e consultar a lista de restaurantes participantes e respectivas ementas. É de fazer crescer água na boca.
Kroniketas, caçador só no prato
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No meu copo, na minha mesa 216 - Frei João 2003; Vasku’s Grill

Como estava acompanhado do núcleo familiar e praticamente só eu é que ia beber vinho, escolhi um dos mais baratos e a opção recaiu no Frei João, colheita de 2003, que sempre se porta muito bem com este prato. Desta forma pude também rever um dos meus vinhos preferidos na gama de entrada, que nunca me desiludiu.
Esta colheita mantém mais ou menos o perfil habitual, bem encorpado e com alguma robustez mas sem exagero. Macio quanto baste e com os taninos arredondados para ser bebível com relativa facilidade (os não apreciadores dos vinhos da Bairrada acham-no sempre áspero), está um pouco mais modernizado sem deixar de ter a marca dum bairradino clássico. Apresenta cor granada, algumas notas de frutos secos bem ligados com madeira muito discreta. Continua a agradar-me muito e a entrar na minha lista dos recomendáveis e, francamente, sempre achei que ele vale bem mais do que aquilo que o preço indica. Quem disse que um vinho barato não pode ser bom?
Quanto ao Vasku’s, mantém o nível de sempre. A qualidade do serviço tem sido apurada e o serviço de vinhos também. Vale a pena lá voltar para comer o fondue ou um dos muitos bifes de alcatra, lombo ou vazia.
Kroniketas, enófilo carnívoro
Restaurante: Vasku’s Grill
Rua Passos Manuel, 30
Telef.: 21.352.22.93
1150-260 Lisboa
Preço por refeição: 20 a 25 €
Nota (0 a 5): 4,5
Vinho: Frei João 2003 (T)
Região: Bairrada
Produtor: Caves São João
Grau alcoólico: 13%
Castas: Baga, Touriga Nacional, Camarate
Preço em feira de vinhos: 1,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
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terça-feira, 25 de novembro de 2008
No meu copo 215 - Vinha da Nora 2001
Não tenho sido um consumidor assíduo dos vinhos de José Bento dos Santos. Até agora só bebi o Vinha da Nora 2002 e o Clarete 2003. De resto, só algumas provas anuais no Encontro com o Vinho.
Este Vinha da Nora 2001 estava guardado há vários anos e receei que já estivesse em declínio ao fim de tanto tempo. Para grata surpresa apareceu bastante saudável, sem denotar quaisquer sinais de cansaço e a dar a sensação de estar no ponto ideal para ser bebido (curiosamente, espreitando o contra-rótulo este indicava que deveria atingir o auge 6 a 7 anos depois da colheita, pelo que o momento pareceu ter sido bem escolhido).
Apresentou-se com uma cor rubi ainda bastante concentrada, muito elegante e aromático mas ao mesmo tempo persistente e bem estruturado, com fruta madura bem presente, grau alcoólico elevado (superior ao de 2002) mas bem integrado numa boa acidez, a madeira muito discreta a conferir apenas maior complexidade ao conjunto e os taninos muito redondos. Depois de ter provado a colheita de 2002 e esta de 2001, quase me apetece classificá-lo como vinho “aristocrático”. Todo ele é elegância e sem dúvida recomendado para refeições requintadas e quiçá com o seu quê de exóticas. Um vinho que se destaca por estar desalinhado das modas.
Nas últimas feiras de vinhos tive oportunidade de adquirir ainda a colheita de 2002 por um bom preço (outra vez o Jumbo…) mas no Encontro com o Vinho já encontrei a colheita de 2005 que, pelo que me foi dado perceber e pela informação obtida, mudou o perfil para ser um vinho de consumo mais fácil. Não sei se terá sido uma boa ideia... Será que a moda também já chegou ali?
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Vinha da Nora 2001 (T)
Região: Estremadura (Alenquer)
Produtor: José Bento dos Santos - Quinta do Monte d’Oiro
Grau alcoólico: 14%
Casta: Syrah
Preço em feira de vinhos: 9,24 €
Nota (0 a 10): 8,5
PS - uma pergunta a quem possa interessar: para quando a remodelação do site com informção actualizada? Quem lá entrar não encontra informação posterior a 2003 nem vinhos posteriores a 2000.
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sábado, 22 de novembro de 2008
No meu copo 214 - Quinta da Bacalhôa 2003
Aqui está um vinho famoso que nunca me convenceu. Sempre achei que tinha excesso de madeira, aliás um traço que é muito comum em variadíssimos vinhos da região de Setúbal. O vinho estagia 11 meses em barricas novas de carvalho francês e talvez o balanço entre a madeira e os aromas não seja o ideal, pelo menos para o meu gosto.
Ao fim de muitos anos voltei a prová-lo. Tratei-o com todos os mimos, pu-lo à temperatura adequada e decantei-o cerca de uma hora antes. Não posso dizer que desta vez fiquei encantado mas também não fiquei desiludido. Fiquemo-nos pelo meio-termo. Apresentou-se com uma cor rubi intensa, algum aroma a frutos vermelhos misturado com a madeira e após a decantação libertou mais os aromas e apresentou-se mais macio e equilibrado.
No conjunto, considero-o um bom vinho mas acho que não justifica o preço que custa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Quinta da Bacalhôa 2003 (T)
Região: Terras do Sado
Produtor: Bacalhôa Vinhos
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Cabernet Sauvignon, Merlot
Preço em feira de vinhos: 14,49 €
Nota (0 a 10): 7,5
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quarta-feira, 19 de novembro de 2008
O gosto formatado e a ZLTN
Não sei se repararam, pelo menos aqueles que lêem a Revista de Vinhos, mas na página 32 da edição de Novembro, dedicada às “notas soltas”, vêm dois apontamentos que vale a pena transcrever, com a devida vénia, e ler.Num deles João Afonso fala do “gosto formatado” pelos vinhos da moda actual, sempre iguais. No outro Luís Lopes escreve em defesa da criação de uma ZLTN, Zona Livre de Touriga Nacional, que já qualifica quase como uma epidemia que alastrou a todo o território nacional e invadiu todo e qualquer vinho. Diz ele que depois da prova de vinhos do Douro já deitava Touriga Nacional pelos olhos mas que a prova de tintos do Alentejo, deste número, não lhe aliviou, pelo contrário, a touriguite aguda de que já padecia.
De facto, valia a pena criar uma Zona Livre de Touriga Nacional para ver se voltávamos a beber vinhos diferenciados outra vez. Não há cão nem gato que, seguindo a moda do gosto formatado, queira pôr o seu vinho a cheirar a flores. Já chateia. Num país que tem a bênção de possuir um território diversificado, com diferentes solos e climas que permitem a produção de vinhos tão diferentes entre os Vinhos Verdes, Douro, Dão, Bairrada, Estremadura, Ribatejo, Península de Setúbal, Alentejo e Algarve, porque raio é que se há-de apostar sempre na mesma casta em vez de tentar realçar as castas mais típicas de cada região, como Aragonês, Trincadeira, Tinta Caiada, Baga, Castelão, Alfrocheiro, Jaen, Touriga Franca, Tinto Cão ou Tinta Barroca, por exemplo? Estaremos condenados à touriguização do país?
Na página 84 da mesma edição, na introdução à prova de tintos do Alentejo, João Afonso volta ao tema da “cada vez mais ubíqua Touriga Nacional” e conta que num almoço com duas dezenas de convidados um “conhecido crítico de vinhos” dizia que a Trincadeira não é uma casta para o Alentejo, argumentando que não conhece nenhum bom vinho alentejano da casta Trincadeira. E acrescentava que o Aragonês também não é uma casta do Alentejo!!! Dizia o tal crítico que as castas alentejanas são a Cabernet Sauvignon, a Syrah, essas... Claro, as mesmas da África do Sul, da Califórnia, do Chile, da Austrália, da Nova Zelândia (e como eu gosto de Cabernet...). E remata João Afonso (de novo com a devida vénia): “Parece que não são só as vinhas que estão a mudar. As mentalidades, o credo e a prosápia também. E nós – cansados de apregoar lá fora que somos diferentes porque temos castas diferentes – estamos cada vez mais parecidos com aqueles com quem não nos queremos parecer”.
Ao ler isto fico a pensar que o tal crítico (que é capaz de ser um pateta ou um convencido que se acha importante... ou as duas coisas) deve perceber menos de vinhos do que eu e talvez fizesse bem em mudar de vida... E será que alguém lê o que ele escreve? Ou será que já desistiu de escrever para o grande público?
Kroniketas, enófilo ignorante
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segunda-feira, 17 de novembro de 2008
No meu copo 213 - Bons Ares 2003
Este já é um clássico cá em casa. Este ano apareceu na feira de vinhos do Jumbo a um preço imbatível (normalmente está 2 ou 3 euros acima) e é um daqueles que dificilmente nos desilude. Depois da última experiência com a colheita de 1999, comprada em 2003 e provada em 2007, agora resolvi não esperar mais de um ano para provar a colheita de 2003.
Proveniente da Quinta dos Bons Ares, situada a 600 m de altitude na freguesia da Touça, no Douro Superior, uma das duas quintas que dão origem ao principal ícone da Ramos Pinto, precisamente chamado Duas Quintas (a outra é a Quinta da Ervamoira), feito de um casamento entre a Touriga Nacional (60%) e o Cabernet Sauvignon (40%) e com 6 meses de estágio em madeira, continua com o perfil habitual, encorpado e persistente, embora desta vez tenha aparecido mais macio na boca, menos pujante do que é costume. Mais uma vez fica a dúvida: estará a atravessar um patamar de evolução para cima, para baixo ou no ponto ideal? Curioso que me surja esta dúvida com sucessivas colheitas de 2003 no Douro…
Este 2003 pareceu-me uns pozinhos abaixo do 2002 (provado em 2006) mas não desmerece o nome que ostenta. Como foi experiência única com esta colheita, vamos ver o que nos dá a de 2005, última garrafa adquirida (agora com a denominação de Vinho Regional Duriense).
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Bons Ares 2003 (T)
Região: Trás-os-Montes
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon
Preço em feira de vinhos: 9,57 €
Nota (0 a 10): 7,5
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Etiquetas: Cabernet Sauvignon, Ramos Pinto, Tintos, Touriga Nacional, Tras-os-Montes
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
No meu copo 212 - Evel Grande Escolha 2003; Grantom 2001

Continuamos nos domínios da Real Companhia Velha, com mais dois tintos. Um é uma versão nova de um vinho antigo, o Evel, o outro, o Grantom, é um regional Trás-os-Montes.
Este Evel Grande Escolha, existente há menos de 10 anos e que pretende ser o topo de gama da casa, pôs-me algumas dúvidas quanto ao momento de consumo. Adquirido com a Revista de Vinhos em 2006, portanto ainda relativamente novo, decidi esperar algum tempo, seguindo aliás o conselho que a revista dava, mas a dúvida era sempre a mesma, uma vez que não conhecia o vinho: até quando?
A verdade é que quando eu e o tuguinho resolvemos abri-lo, com menos de 5 anos de idade, revelou-se algo decepcionante. Estávamos à espera dum vinho pujante e com alguma exuberância aromática, mas não foi nada disso que encontrámos. Apareceu com os aromas algo escondidos e muito redondo e linear na boca. É, aliás, uma situação algo recorrente em certos vinhos do Douro, possivelmente terá acontecido o mesmo com a prova do Quinta dos Aciprestes Reserva 2003, referido no post anterior, ou então já passou a melhor fase, o que é duvidoso dada a sua idade.
Como havia mais vinhos em prova acabou por ficar ainda uma boa parte na garrafa. A surpresa veio no dia seguinte, em que o vinho estava muito melhor. Aí sim, mostrou maior complexidade e maior persistência, com a fruta bem integrada na madeira. Dito isto, e voltando a comparar as minhas impressões com as provas de outros blogues (Saca-a-rolha, prova de Setembro de 2006 e Pingas no Copo, colheita de 2001 provada em Maio de 2006), fico com a sensação de que estou com azar no momento das provas ou nas garrafas que me calham. E tendo em conta que não fiz nenhuma das provas sozinho (o problema podia ser só meu), a sensação foi partilhada. Portanto, fico a pensar porque é que dois vinhos adquiridos com a Revista de Vinhos e bastante elogiados pelos comparsas eno-bloguistas me passaram mais ou menos ao lado. Será que os deveria ter provado mais cedo? Deveria tê-los decantado uma ou duas horas antes? Neste caso do Evel Grande Escolha 2003, tendo em conta que só passadas 24 horas é que o vinho se revelou, como prepará-lo para a prova sem saber o que ia encontrar? Sendo assim, a nota que atribuímos é sob reserva.
Já o Grantom 2001 mostrou logo o que era. Este sim, mais pujante, mais exuberante nos aromas e mais complexo, com boa estrutura na boca e final longo, taninos presentes a dar firmeza ao conjunto mas sem ofuscarem o perfil aromático e o equilíbrio da prova. Muito bom para o preço que custa e adequado para acompanhar pratos fortes de carne.
Dito isto, fica a pergunta: o que é que me está aqui a faltar para usufruir na plenitude do que supostamente seriam dois belos vinhos, tendo em conta que a temperatura de serviço, os copos e até os pratos servidos à refeição estavam adequados? Alguém quer dar um palpite? Será que faltou decantar uma hora ou duas antes? Mas como saber sem conhecer o vinho? O produtor não deveria dar essa indicação no contra-rótulo quando tal se justifica? São raríssimos (menos de 1%, diria eu) os casos em que isso acontece.
Kroniketas, enófilo desconfiado
Produtor: Real Companhia Velha
Vinho: Evel Grande Escolha 2003 (T)
Região: Douro
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz, Tinto Cão
Preço em feira de vinhos: 12,38 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Grantom 2001 (T)
Região: Trás-os-Montes
Grau alcoólico: 13,5%
Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço em feira de vinhos: 4,75 €
Nota (0 a 10): 8
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sábado, 8 de novembro de 2008
No meu copo 211 - Quinta dos Aciprestes 2003; Quinta dos Aciprestes Reserva 2003

A Quinta dos Aciprestes é uma das várias quintas de que a Real Companhia Velha é proprietária no vale do Douro. Situada entre o Cima Corgo e o Alto Douro, na zona do Tua, com um total de 90 hectares de vinha, estende-se por mais de 2 km na margem esquerda do rio Douro. Fundada no século XVIII, a actual quinta resulta da junção de várias quintas da zona em 1860 (informação disponível no site oficial).
É de dois vinhos da Quinta dos Aciprestes que hoje vou falar. Às vezes temos destas surpresas. Dois vinhos do mesmo produtor, do mesmo ano, de diferentes patamares: um normal DOC e um Reserva. À partida espera-se que o Reserva seja melhor que o DOC normal. Mas eis que ao abrir a garrafa o resultado é diferente.
Desde que começámos a escrever neste blog já tivemos a oportunidade, por puro acaso, de provar 3 vezes o Quinta dos Aciprestes de 2003. A última estava guardada em casa e curiosamente apareceu muito melhor que as anteriores. O tempo em garrafa fez-lhe bem e mostrou-se muito mais exuberante em termos de aromas e estrutura. Antes tinha uma predominância a frutos vermelhos maduros mas ainda algo fechado, como tínhamos referido na última prova. Agora apresentou-se mais cheio, mais persistente, ainda pujante mas com taninos mais arredondados, tendo desaparecido uma certa adstringência que estava presente e surgido uma envolvência mais harmoniosa em todo o conjunto.
Revendo essa prova de Junho 2006, na altura escrevi que deveria melhorar após estar uns 3 ou 4 anos na garrafeira. Esperei dois anos e melhorou muito, mas fico sem saber como seria daqui a mais 1 ou 2. De qualquer modo, pelo que mostrou agora pareceu estar já num ponto alto da evolução e na altura óptima para ser bebido, pelo que mais tempo poderia já trazer algum declínio. Mas isso já é uma incógnita. Em suma, uma aposta muito segura que obviamente merece estar na lista das escolhas permanentes. Ao bebê-lo pensei para comigo: se este está assim, como estará o Reserva?
Mas o Reserva acabou por ficar aquém do esperado. Ou por ainda não ter atingido o tal ponto óptimo de evolução e precisar de mais tempo em garrafa, ou porque já o passou e não dá mais. Os aromas discretos, estrutura mediana na boca e final pouco pronunciado. Bom, mas sem encantar e sem justificar claramente o seu superior estatuto.
Comparando as minhas impressões com as do Pingas no Copo e do Elixir de Baco (provas de 2006, note-se) e do Copo de 3 (prova de Novembro de 2007) fico com a sensação de que se o tivesse bebido logo quando o comprei com a Revista de Vinhos, em Maio de 2006, poderia ter ficado com melhor impressão. Mas quem iria adivinhar que um DOC melhorava mais que um Reserva? É a vida.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Douro
Produtor: Real Companhia Velha
Vinho: Quinta dos Aciprestes 2003 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Francesa, Tinta Roriz, Tinta Barroca
Preço em feira de vinhos: 6,99 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Quinta dos Aciprestes Reserva 2003 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Touriga Nacional, Touriga Franca
Preço com a Revista de Vinhos: 5,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
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Krónikas Vinícolas
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Etiquetas: Douro, Real C Velha, Tinta Barroca, Tintos, Touriga Franca, Touriga Nacional
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
No meu copo 210 - Dumonte 2005
Este é um daqueles vinhos pelos quais à partida ninguém dá nada. Mas a verdade é que me surpreendeu pela positiva. Muito equilibrado na boca, aromático quanto baste com alguma predominância a frutos vermelhos, corpo médio, macio mas com alguma estrutura e boa persistência, apesar da gama de preços em que se posiciona consegue portar-se como se valesse 3 ou 4 vezes mais.
O grau alcoólico também ajuda ao bom equilíbrio do conjunto. É um daqueles vinhos que não sendo nada de extraordinário consegue ser guloso e deixar-se beber com agrado. Pelo preço que custa pode ser uma boa aposta para o dia-a-dia.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Dumonte 2005 (T)
Região: Alentejo
Produtor: Caves Velhas - Enoport
Grau alcoólico: 13%
Castas: Aragonês, Trincadeira, Alicante Bosuchet
Preço em hipermercado: 1,99 €
Nota (0 a 10): 7
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Etiquetas: Alentejo, Alicante Bouschet, Aragonez, Caves Velhas, Tintos, Trincadeira
domingo, 2 de novembro de 2008
Actualização das nossas escolhas em 2008
Actualizámos a nossa lista de preferências em http://kronikasvinicolasescolhas.blogspot.com/ (link As nossas escolhas, à esquerda) com os preços encontrados nas feiras de vinhos de 2008. Os vinhos indicados são aqueles que já provámos em condições de formar uma opinião fundamentada e que achamos que valem aquilo que custam (seja muito ou pouco), ou seja, essencialmente em cada patamar de preços privilegiamos a relação qualidade/preço.
Os preços indicados servem apenas como referência ao mais barato encontrado para saber qual o valor mais baixo a que se pode adquirir cada vinho indicado, pois fora das feiras de vinhos os valores praticados são geralmente superiores, nalguns casos bastante superiores.
Só a título de exemplo, o Casa de Alegrete, que apareceu à venda no Jumbo a 10,45 €, no dia seguinte ao fim da feira de vinhos passou para 16 €!!! Por isso é que as feiras de vinhos são óptimas oportunidades para poupar algumas dezenas de euros dentro da oferta disponível.
Kroniketas, enófilo esclarecido
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Encontro com o Vinho/Encontro com os Sabores 2008
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
No meu copo 209 - Quinta do Cerrado, Malvasia Fina 2006; Quinta das Maias, Malvasia Fina 2007

Mais dois brancos de bom recorte que não conhecia. Não sou comsumidor habitual dos brancos do Dão mas há coisas interessantes para descobrir. Neste caso trata-se de dois brancos monocasta feitos de Malvasia Fina.
Já tive oportunidade de o referir algumas vezes, sou um fã desta casta pelo seu perfil aromático e floral, que dá aos vinhos uma elegância que me agrada. Mais uma vez isso aconteceu com estes dois vinhos do Dão, algo semelhantes.
O Quinta do Cerrado estagiou dois meses em barrica, não aparecendo a madeira muito marcada. Tem uma cor citrina ligeiramente esverdeada, aroma algo citrino, corpo médio mas ao mesmo tempo com uma estrutura média na boca, com final suave, elegante e equilibrado.
O Quinta das Maias tem 10% da casta fermentada em carvalho francês, apresenta uma cor amarelo-palha, igualmente com estrutura e complexidade médias e uma boa acidez que lhe confere frescura e equilíbrio.
Em ambos os casos encontramos vinhos muito frescos na prova de boca em que não se sente excesso de álcool e em que a madeira está bem doseada, sem excessos. A sua estrutura permite-lhes acompanhar pratos mais elaborados não deixando de ser aceitáveis em refeições mais leves. Em suma, dois bons resultados, a repetir sempre que possível.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Dão
Vinho: Quinta do Cerrado, Malvasia Fina 2006 (B)
Produtor: União Comercial da Beira
Grau alcoólico: 13%
Casta: Malvasia Fina
Preço em feira de vinhos: 4,65 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Quinta das Maias, Malvasia Fina 2007 (B)
Produtor: Sociedade Agrícola Faldas da Serra
Grau alcoólico: 13%
Casta: Malvasia Fina
Preço: desconhecido
Nota (0 a 10): 7,5
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domingo, 26 de outubro de 2008
No meu copo 208 - Muralhas de Monção 2007; Ponte da Barca, Colheita Seleccionada 2007

Continuando nos brancos, damos agora um salto à região dos Vinhos Verdes. O Muralhas de Monção é praticamente um clássico, um vinho consensual entre quase toda a gente quando se fala de verdes bons a baratos. Muito fresco e com boa acidez, suave na prova de boca e moderadamente alcoólico, é um vinho extremamente versátil quando se quer um vinho refrescante. Faz as despesas como vinho de esplanada, como aperitivo, como acompanhante de peixes ou mariscos e faz sempre uma boa companhia à mesa. Mais um bom produto dos brancos de 2007 e a segunda boa aposta da Adega Regional de Monção, logo a seguir a outro ícone da casa, o Deu La Deu. Mais uma excelente relação qualidade/preço, um belo verde para todas as ocasiões que se proporcionem.
O Ponte da Barca Colheita Seleccionada já foi um bom vinho em tempos. Agora posiciona-se numa gama de entrada e mostra-se agradável mas sem encantar. Ligeiramente gaseificado, uma característica que tem vindo a desaparecer nestes vinhos, é um verde com aroma discreto e pouco exuberante no paladar, para ser consumido sem grandes pretensões. Feito exclusivamente com a casta Loureiro, perde para o seu vizinho de Ponte de Lima. O preço está em consonância.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Muralhas de Monção 2007 (B)
Região: Vinho Verde (Monção)
Produtor: Adega Coopearativa Regional de Monção
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Alvarinho, Trajadura
Preço em feira de vinhos: 2,99 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Ponte da Barca, Colheita Seleccionada 2007 (B)
Região: Vinho Verde (Ponte da Barca)
Produtor: Adega Cooperativa de Ponte da Barca
Grau alcoólico: 11%
Casta: Loureiro
Preço em hipermercado: 1,95 €
Nota (0 a 10): 6
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
No meu copo 207 - João Pires 2006; Adega de Pegões, Colheita Seleccionada branco 2006

Continuando na senda dos brancos, voltamos a dois das Terras do Sado da colheita de 2006. Dois clássicos, poderíamos dizer, daqueles que valem sempre a aposta e dos quais sabemos sempre com o que contar.
O João Pires é um dos meus brancos indispensáveis, sempre com aquela leveza e elegância que o caracterizam, muito bem equilibrado em todas as vertentes, de grande frescura e que cai bem com quase tudo e é quase imbatível em tempo quente. Mais uma presença obrigatória na garrafeira.
De Pegões vem o branco Adega de Pegões Colheita Seleccionada, outra aposta segura e com uma relação qualidade/preço absolutamente insuperável. Este, por seu lado, um branco de inverno que neste caso foi consumido ainda com tempo quente mas a acompanhar um prato de bacalhau no forno, com o qual se bateu galhardamente como se esperava. Algumas notas tropicais do Chardonnay e do Antão Vaz apresentam-se bem equilibradas com a acidez que lhe é conferida pelo Arinto. Os seus 14 graus de álcool a par com uma boa estrutura de boca e final persistente e complexo, ajudados pelo estágio de 4 meses em barricas de carvalho americano com batônnage, fazem dele um bom acompanhante de pratos mais arrojados. É igualmente uma aposta segura por um preço irrisório para o produto que está dentro da garrafa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: João Pires 2006 (B)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 11%
Casta: Moscatel
Preço em feira de vinhos: 4,85 €
Nota (0 a 10): 8
Vinho: Adega de Pegões, Colheita Seleccionada 2006 (B)
Região: Terras do Sado
Produtor: Coop. Agrícola Santo Isidro de Pegões
Grau alcoólico: 14%
Castas: Chardonnay, Arinto, Pinot Blanc, Antão Vaz
Preço em feira de vinhos: 2,95 €
Nota (0 a 10): 7,5
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Etiquetas: Antao Vaz, Arinto, Brancos, Chardonnay, JM Fonseca, Moscatel, Pegoes, Pinot Blanc, Terras Sado
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
No meu copo 206 - Cabriz rosé 2007; Periquita rosé 2007; Quinta da Alorna, Touriga Nacional rosé 2007


As férias de Verão também foram aproveitadas para provar alguns rosés dentre os muitos que têm aparecido. Neste caso foram duas repetições e uma estreia. Já temos falado do crescendo dos rosés entre nós e, tal como os brancos, a sua qualidade tem vindo a crescer o que tem ajudado (e de que maneira) ao aumento da procura por estes dois tipos de vinho ainda há poucos anos tão mal amados, principalmente este de que agora falamos, que alguns nem consideravam vinho. Aliás, parece que para alguns produtores isso ainda é verdade pois ainda fazem os seus rosés a partir de sangrias de cuba. Mas o panorama é, actualmente, francamente animador e dá aos enófilos um bom leque de escolhas variadas.
Começamos pelo Periquita rosé 2007, uma das recentes apostas da José Maria da Fonseca na renovação desta marca secular. É o típico vinho de Verão, de esplanada, com um toque adocicado, bom para entradas ou simplesmente para beber como aperitivo num dia quente.
O Cabriz rosé 2007, uma repetição depois de já ter provado o de 2006, mantém a mesma linha leve e suave, com aroma floral e de frutos vermelhos. Mais personalizado que o Periquita e também um pouco mais versátil porque é mais seco. Igualmente bom para entrada, aperitivo ou para beber a solo mas também com pendor gastronómico.
Finalmente, o Quinta da Alorna rosé, Touriga Nacional 2007, para mim um dos melhores rosés do momento. No Verão do ano passado já me tinha encantado com o de 2006, e agora tive oportunidade de provar o de 2007, que me pareceu ainda melhor. Muito aromático e elegante, com aroma pronunciado a morangos e framboesas, seco e elegante na boca mas bem estruturado, ou seja, tudo no sítio neste belo rosé ribatejano, onde se conjugam nas doses certas o fruto, o álcool, o corpo, a acidez e a frescura. Um rosé para ter sempre na garrafeira.
Kroniketas, enófilo rosado
Vinho: Cabriz 2007 (R)
Região: Dão
Produtor: Dão Sul, Sociedade Vitivinícola - Quinta de Cabriz
Grau alcoólico: 12%
Castas: Touriga Nacional, Alfrocheiro
Preço em feira de vinhos: 3,98 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Periquita 2007 (R)
Região: Terras do Sado
Produtor: José Maria da Fonseca
Grau alcoólico: 11,5%
Castas: Castelão, Trincadeira, Aragonês
Preço em feira de vinhos: 4,25 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Quinta da Alorna, Touriga Nacional 2007 (R)
Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Grau alcoólico: 13%
Casta: Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 4,49 €
Nota (0 a 10): 8
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Etiquetas: Alfrocheiro, Almeirim, Alorna, Aragonez, Cabriz, Dao, Dao Sul, JM Fonseca, Ribatejo, Rosé, Terras Sado, Touriga Nacional, Trincadeira
sábado, 18 de outubro de 2008
Eventos eno-gastronómicos
Festival Nacional de Gastronomia na Casa do Campino, em Santarém, até 2 de Novembro.
Encontro com o Vinho/Encontro com os Sabores na Feira das Indústrias (antiga FIL), em Lisboa, de 31 de Outubro a 3 de Novembro.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
No meu copo, na minha mesa 205 - Monte da Peceguina 2007; O Casalinho (Praia da Rocha)

Outro jantar de férias, no passadiço da Praia da Rocha, junto à descida central da praia. Este restaurante era uma das referências há uns anos antes das obras na praia e da remodelação de todos os bares, e ali comi uma refeição fantástica confeccionada à vista e servida num carrinho. Agora tem duas salas separadas, uma mais restaurante e outra mais para pizzas e afins, mas fomos para a parte das pizzas para ficar mais à vontade e com mais espaço.
A escolha é extensa e variada, permitindo um leque de opções que podem ir desde a pizza ao bife pimenta passando por bacalhau no forno. Tal como há anos, escolhi o bife, enquanto outros escolheram um T-bone e bacalhau à Narcisa, que por sinal estava magnífico, talvez o melhor prato da noite.
O bife estava bastante tenro e suculento, mas o serviço não correspondeu ao que se esperava. Nem o serviço de mesa nem o serviço de vinhos, e o facto de estarmos na pizzaria não serve de desculpa. Primeiro o vinho escolhido veio morno para a mesa, pelo que foi necessário pedir um frappé. Depois, à segunda garrafa um dos empregados serviu vinho no copo de um dos comensais onde ainda estava vinho do copo anterior, o que como se sabe é um erro primário no serviço de vinhos.
Para fecho da noite, foi pedida uma sobremesa (crepes Suzete) que não pôde ser servida porque… a cozinheira estava ocupada com outras coisas e não tinha tempo para a fazer! Esta é original.
Para o vinho escolhemos um Monte da Peceguina, da Herdade da Malhadinha Nova, que se tem tornado notada pelo seu hotel com SPA, situada ali para os lados de Alberona, a sul de Beja, e próxima da Herdade dos Grous e da Casa da Santa Vitória. Já o tinha provado uma vez e não me encantou, e desta vez voltou a não encantar. É um vinho que se bebe com facilidade, com aquele perfil “moderno” que tantos (ainda) elogiam, ainda com o resquício do excesso de álcool e muita fruta. Estagiou parcialmente 7 meses em barricas de carvalho francês e é predominantemente frutado, sem que a madeira se sobreponha aos aromas e relativamente equilibrado entre a acidez e o álcool que neste caso está bem disfarçado. Em suma, fácil de beber mas que não é marcante.
Quanto ao restaurante, sinceramente esperava melhor. Para o nível de preços praticado e a sofisticação nos nomes dos pratos, exige-se algo mais. Mais profissionalismo e eficiência, sobretudo. Lembrei-me dos muitos restaurantes visitados em Portalegre e Estremoz no último ano, e talvez pudessem ensinar alguma coisa a estes.
Kroniketas, enófilo veraneante
Restaurante: O Casalinho
Areal da Praia da Rocha
Portimão
Preço por refeição: 25 €
Nota (0 a 5): 3,5
Vinho: Monte da Peceguina 2007 (T)
Região: Alentejo (Albernoa)
Produtor: Herdade da Malhadinha Nova
Grau alcoólico: 14%
Castas: Alicante Bouschet, Aragonês, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Tinta Caiada
Preço em feira de vinhos: 9,65 €
Nota (0 a 10): 7
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sexta-feira, 10 de outubro de 2008
No meu copo, na minha mesa 204 - Alvor Singular 2007 branco; Quinta do Barranco Longo Grande Escolha 2007 branco; A Ribeira (Alvor)


O grupo gastrónomo-etilista “Os comensais dionisíacos” teve o jantar de fim de época no Tó do Marisco, em Julho, o jantar de férias em Agosto e o jantar da rentrée em Setembro.
No jantar de Agosto juntaram-se os que estavam de férias no Algarve. Faltaram o tuguinho e o Mancha. Serviu de anfitrião o Politikos em Alvor, onde abancámos, com filhos e tudo (tarde e a más horas, já passava das 10 da noite) no restaurante A Ribeira, junto à ribeira de Alvor e lado-a-lado com o muito citado nos guias Àbabuja.
Dado o adiantado da hora começámos por entreter-nos com umas entradas e umas travessas de amêijoas. Entretanto o dono lá veio mostrar-nos umas postas de peixe enormes, que davam para umas 8 pessoas, e quase todos optaram pelo robalo e a dourada na brasa. Eu e o Politikos resolvemos partilhar uma cataplana de marisco enquanto os mais novos optavam pelo arroz de marisco. Delicioso, por sinal, e em abundância, que ainda deu para provar umas colheradas. A cataplana estava boa mas a do ano passado, em Armação de Pêra, estava melhor, mais apurada.
Para acompanhar os peixes, depois de darmos uma olhadela à carta de vinhos, escolhemos o vinho da terra: um branco de nome Alvor Singular, da Quinta do Morgado da Torre, cuja vinha está ali a 5 quilómetros, junto ao hotel da Penina e entre a estrada nacional 125, o desvio para Alcalar e a A22. Há mais de 10 anos que não bebia um vinho do Algarve e aproveitei para conhecer uma das novas produções que têm aparecido. A verdade é que este Alvor de 2007 foi uma agradável surpresa. Suave, aromático, moderadamente alcoólico, como felizmente se está outra vez a tornar hábito, acompanhou na perfeição os diversos pratos de peixe e marisco que foram chegando à mesa.
A certa altura o dono sugeriu-nos que provássemos outro produto da região, o branco da Quinta do Barranco Longo, ao pé de Algoz. Este não se portou mal mas mostrou aquelas características que não aprecio particularmente nos brancos: muito álcool (14,5%) e fermentado em madeira, torna-se algo áspero para o meu gosto. Claro que um vinho com esta estrutura na boca se aguenta bem neste tipo de refeição, mas depois de acabada esta garrafa… voltámos ao Alvor para encerrar o repasto.
Quase pela meia noite lá abandonámos o restaurante, quando já só os donos e empregados ceavam a uma mesa do canto. No balanço da noite foi uma bela refeição, com as condicionantes próprias da época no Algarve, mas em que apesar do muito movimento e do restaurante cheio fomos alvo de todas as atenções e não se pode apontar nada ao serviço prestado. Grande simpatia e prontidão a responder aos pedidos, recomenda-se preferencialmente em época mais calma.
Kroniketas (enófilo refrescado) mais os outros bandalhos todos e os bandalhos que não estiveram lá e deviam ter estado
Restaurante: A Ribeira
Ribeira de Alvor
Preço por refeição: 35 €
Nota (0 a 5): 4,5
Vinho: Alvor Singular 2007 (B)
Região: Algarve
Produtor: Quinta do Morgado da Torre
Grau alcoólico: 12%
Preço em garrafeira: 4,19 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Quinta do Barranco Longo Grande Escolha 2007 (B)
Região: Algarve
Produtor: Rui Virgínia
Grau alcoólico: 14,5%
Castas: Arinto, Chardonnay
Preço no restaurante: 14 €
Nota (0 a 10): 6,5
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segunda-feira, 6 de outubro de 2008
No meu copo 203 - Porto Quinta do Noval LBV 2001; Porto Taylor’s LBV 2002


Dois LBV com poucas semelhanças. O Noval apresentou-se mais aberto, com a cor menos carregada, mais suave e menos encorpado na prova de boca, com os taninos mais redondos e a fruta mais discreta. Quanto ao Taylor’s apareceu com uma cor retinta, aromas frutados mais exuberantes, corpo mais cheio e os taninos mais pujantes.
Podemos considerar o primeiro mais adequado para acompanhar aperitivos à base de frutos secos, ou para entreter ao serão durante uma boa conversa, e o segundo mais vocacionado para a mesa, para acompanhar queijos ou sobremesas de sabor intenso, ou ficar a degustar no fim da refeição.
São dois produtos que sem deslumbrar não decepcionam quem os provar e cumprem de modo satisfatório o que deles se pretende. Pelo preço que custou o Noval é praticamente impossível encontrar melhor.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Porto Quinta do Noval LBV 2001
Região: Douro/Porto
Produtor: Quinta do Noval
Grau alcoólico: 19,5%
Preço em hipermercado: 9,98 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Porto Taylor’s LBV 2002
Região: Douro/Porto
Produtor: Taylor’s
Grau alcoólico: 19,5%
Nota (0 a 10): 7,5
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Etiquetas: LBV, Noval, Taylor's, Vinho do Porto
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
No meu copo 202 - Porto Quinta de Ervamoira 10 anos
Continuando na senda dos Portos, tenho ido provando alguns em casa e agora de vez em quando resolvo abrir um. Dos que estavam à espera escolhi um 10 anos da Quinta de Ervamoira, da Ramos Pinto. Desde que provei um 20 anos da Dow’s na casa do tuguinho fiquei fã do género. Os 10 anos têm preços mais acessíveis e são mais fáceis de encontrar.
Este 10 anos da Ramos Pinto, empresa com grande tradição em vinhos do Porto, não me desiludiu, pelo contrário. Uma bela cor acobreada e um aroma marcado a frutos secos, com uma boa estrutura de boca com um final prolongado a fazer lembrar amêndoas ou avelãs.
Estes vinhos de 10 anos têm ainda a vantagem de poderem continuar abertos durante algum tempo sem perderem qualidades, pelo que podem durar uns bons meses para se irem bebendo de vez em quando ao serão com ou sem companhia, ou para nos fazer companhia enquanto escrevemos no blog... Um belíssimo Porto que vale a pena ter em casa.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Porto Quinta de Ervamoira 10 anos
Região: Douro/Porto
Produtor: Ramos Pinto
Grau alcoólico: 19,5%
Preço em hipermercado: 26,66 €
Nota (0 a 10): 8,5
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Etiquetas: 10 anos, Ramos Pinto, Vinho do Porto
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
No meu copo 201 - Porto Vintage Dow’s Quinta do Bomfim 87
Nos nossos repastos dos Comensais Dionisíacos temos vindo a introduzir cada vez mais frequentemente a componente do vinho do Porto para rematar a refeição, induzidos pelas escolhas do Politikos.
Este por acaso não foi uma escolha dele, e prometia, dada a idade e a marca. No entanto, à medida que vamos provando mais, vamos ficando mais exigentes. Ainda há pouco mais de dois anos eu escrevia aqui que não me sentia habilitado sequer a classificar um Porto LBV. Agora o leque tem-se alargado e já há alguns termos de comparação bastante interessantes.
Este Vintage da Dow’s mostrou-se uns furos abaixo de outros que temos vindo a provar. Algo parco de aromas e com o fruto meio desaparecido, sem aquela força que normalmente esperamos de um Vintage devido à idade, antes apresentando-se amaciado, mas pareceu que lhe faltava ali qualquer coisa, talvez uma personalidade mais marcada. Talvez a evolução não tenha sido a esperada, ou então não foi tão bom logo desde início.
Enfim, como em todas as categorias, há sempre uns melhores que outros. A verdade é que a Dow’s tem outros produtos de grande categoria, e não é por este não nos ter encantado que não voltaremos à carga.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Vinho: Porto Vintage Dow’s Quinta do Bomfim 87 (T)
Região: Douro/Porto
Produtor: Dow’s
Grau alcoólico: 20%
Nota (0 a 10): 7
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Eu, enófilo, me confesso: gosto cada vez mais de brancos
Volto a este tema porque de vez em quando a questão é levantada na blogosfera. O mês passado, antes de ir para férias, deixei um apontamento acerca da “retoma dos brancos” que tinha sido levantada há um ano, depois de ter provado um Quinta de Camarate branco seco de 2007 que me encheu as medidas.
De repente dei por mim a provar uma diversidade de brancos nacionais que julgaria impensável há pouco mais de um ano. Mas não há dúvida que algumas descobertas recentes fizeram-me encarar o panorama de forma diferente. Para isso terão contribuído algumas visitas a restaurantes com o tuguinho onde nos foram sendo sugeridos brancos que ainda não conhecíamos ou de que andávamos afastados. Mais surpreendente ainda, comecei a ver-me tentar fugir à “ditadura” dos tintos, quebrando todos os cânones mais tradicionais. Acho que o tempo quente é propício a isso, mas apetecia-me beber brancos ou rosés mesmo quando estava perante um prato de carne. Ainda antes da partida para as férias algarvias fui almoçar fora com os meus filhos perto de casa e com uns escalopes com cogumelos resolvi pedir um Quinta da Alorna rosé! E como me soube bem aquela garrafa! De tal modo que bebi mais de ¾ sozinho e levei o resto para casa…
Serei eu que estou com mais abertura para os vinhos brancos e por isso gosto mais deles, ou serão os brancos nacionais que estão claramente melhores? Ou será que estou com maior abertura porque eles estão efectivamente melhores? Acho que as duas situações se conjugam. Como já aqui referi há tempos, na segunda visita que fizemos aos Arcos sugeri ao tuguinho que bebêssemos um “branco fresquinho” enquanto esperávamos pelo prato principal, e assim nos regalámos com meia-garrafa de Planalto.
Olhando para o resumo da segunda centena de provas verifiquei que as repetições em relação à primeira centena foram de valores mais que confirmados e as novidades foram quase todas de muito bom nível, e nos verdes em particular a qualidade média é bastante elevada. A maioria das pontuações que demos foi de 7,5 para cima, o que não deixou de me surpreender. Por outro lado, a pontuação média passou de 6,6 para 7,5, o que é significativo tendo em conta que o número de provas de brancos nesta segunda centena duplicou (de 14 para 29), e a pontuação mais frequente passou de 6,5 para 7,5.
Tivemos algumas boas novidades como o Kopke, o Loboseiro, o Quinta de S. Francisco e o Albis e uma série de confirmações ou melhorias como os inevitáveis João Pires, Bucellas Caves Velhas, Prova Régia e Planalto, mais os reaparecidos Murganheira e Quinta de Camarate seco, além de excelentes verdes como o Borges, o Deu La Deu, o Portal do Fidalgo nos Alvarinhos, mais o Quinta do Ameal e o Quinta de Azevedo.
Olhando para o preço destes vinhos verifico que são quase todos bastante acessíveis, nada de exorbitâncias, e no entanto são vinhos bastante agradáveis, que certamente não envergonham ninguém quando os servir, com o bónus de serem moderadamente alcoólicos, o que é outra vantagem relativamente aos tintos de agora. Daqui se conclui que não é preciso grandes complicações nem andar à procura nos lugares mais recônditos para comprar brancos agradáveis. Acho que acabei por descobrir neste tipo de brancos (e também nos novos rosés) as vantagens de alguma versatilidade que os tintos dificilmente proporcionam. É mais fácil beber um branco com um prato de carne não muito pesado do que um tinto com aperitivos, peixes, mariscos ou saladas.
O que é preciso é descobrir o perfil de branco adequado para a ocasião e para o gosto de cada um. Eu, que já não sou grande fã de muita madeira nos tintos, definitivamente não aprecio brancos com madeira, salvo algumas excepções. Esses, normalmente, não os peço nem os compro.
Kroniketas
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Richard William Wright
Fundador e teclista dos Pink Floyd
Brevemente artigo nas Krónikas Tugas
Kroniketas, floydista militante
domingo, 14 de setembro de 2008
200 provas - Resumo de vinhos
Foram estes os vinhos provados durante a segunda centena de posts.
Vinhos do Porto
Burmester LBV 2001 - 7
Cálem 10 anos - 6
Fonseca Vintage 94 - 9
Quinta do Castelinho Vintage 99 - 8
Quinta da Pacheca LBV 2002 - 7,5
Espumantes e champanhes
Cabriz Bruto 2005 - 8
João Pires Bruto - 7
Pol Carson Bruto Rosé (França) - 8,5
Real Senhor Velha Reserva Bruto 2001 - 7,5
Tapada do Chaves Bruto 2002 - 8
Veuve Cliquot (França) - 9
Rosé
Cabriz 2006 - 7,5
Quinta da Alorna, Touriga Nacional 2006 - 7,5
Terra Franca 2005 - 5
Brancos
Verdes
Borges, Alvarinho 2005 - 8,5
Deu La Deu, Alvarinho 2007 - 7,5
Encostas de Paderne, Alvarinho 2004 - 5
Loureiro Ponte de Lima 2005 - 7
Portal do Fidalgo, Alvarinho 2005 - 8,5
Quinta do Ameal, Loureiro 2005 - 7,5
Quinta de Azevedo 2005 - 7,5
Douro e Trás-os-Montes
Bons Ares 2005 - 7
Kopke 2006 - 7,5
Loboseiro 2005 - 7,5
Planalto 2007 - 7,5
Porca de Murça Reserva 2005 - 5,5
Quinta de Cidrô, Sauvignon Blanc 2005 - 6,5
Távora-Varosa
Murganheira (seco) 2006 - 8
Dão
Cabriz, Colheita Seleccionada 2006 - 7
Estremadura
Quinta de São Francisco 2005 - 7,5
Ribatejo
Quinta da Alorna 2006 - 7
Bucelas
Bucellas Caves Velhas 2005 - 7,5
Bucellas Caves Velhas 2006 - 8,5
Prova Régia, Arinto 2005 - 8
Prova Régia, Arinto 2006 - 7
Quinta da Romeira, Chardonnay e Arinto 2005 - 6,5
Terras do Sado
Albis 2006 - 7,5
Catarina 2005 - 7
João Pires 2005 - 8
Quinta de Camarate (seco) 2007 - 8,5
Alentejo
Herdade Penedo Gordo 2006 - 5
Pera Manca 2003 - 8
Tintos
Douro e Trás-os-Montes
Altano 2005 - 7
Bons Ares 99 - 7
Callabriga 2000 - 9
Carm Reserva 2003 - 7
Casa Ferreirinha Reserva 96 - 8
Casal dos Jordões, Touriga Francesa 99 - 7,5
Diálogo 2005 - 7
Duas Quintas 2001 - 7/7,5
José Preto 2004 - 5
Lavradores de Feitoria 2003 - 6
Montevalle Reserva 2002 - 7,5
Muxagat 2003 - 7
Quinta da Leda 2001 - 7
Quinta do Crasto 2004 - 6
Quinta Sá de Baixo 2003 - 6
Sogrape Reserva 2001 - 8,5
Terra Quente 99 - 6
Valle Pradinhos 2001 - 7
Vinha Grande 2001 - 8
Dão
Casa de Santar Reserva 2003 (1) e (2) - 8
Meia Encosta Garrafeira 73 - 9
Milénio, Touriga Nacional e Aragonês 2004 - 7,5
Quinta de Cabriz Reserva 2003 (1) e (2) - 7
Sogrape Reserva 99 - 8
Bairrada/Beiras
Aliança Clássico 2004 - 7
Casa de Saima 91 - 9
Ensaios Filipa Pato 2006 - 7
Messias 87 - 7,5
Primavera, Baga 97 - 7,5
Quinta do Encontro, Preto Branco 2004 - 7,5
Quinta do Poço do Lobo, Cabernet Sauvignon 91 - 6
São Domingos 91 - 8,5
Sogrape Garrafeira 99 - 6,5
Estremadura
Caves Velhas, Cabernet Sauvignon 2000 - 7,5
Moinhos do Céu, Cabernet Sauvignon 2005 - 7,5
Quinta de Pancas, Cabernet Sauvignon 2000 - 7,5
Quinta de São Francisco 2004 - 7
Quinta de D. Carlos 2004 - 3
Ribatejo
Casal da Coelheira Reserva 2003 - 5,5
Conde de Vimioso Reserva 2000 - 7
Fiúza, Cabernet Sauvignon 2004 - 7
Quinta da Alorna 2004 - 7
Quinta da Alorna Reserva 2002 - 7
Quinta da Alorna Reserva, Touriga Nacional 2003 - 6,5
Quinta da Alorna Reserva, Touriga Nacional e Cabernet Sauvingnon - 8,5
Terras do Sado
Hexagon 2003 - 9
Periquita 2004 - 6
Serras de Azeitão 2005 - 6
Soberana 2004 - 8,5
Alentejo
.com 2005 - 7
Alandra - 6
Altas Quintas Crescendo 2005 - 7
Aragonês de São Miguel dos Descobridores 2005 - 7,5
Arte Real 2004 - 6,5
Cabernet Sauvignon (Esporão) 98 - 8
Carmim, Aragonês 99 - 8
Carmim, Trincadeira 99 - 8
Casa de Alegrete 2005 - 8,5
Dom Martinho 2004 - 6,5
Dona Maria 2004 - 6
Encostas de Estremoz, Touriga Nacional 2003 - 7,5
Escolha António Saramago 2001 - 7
Gloria Reynolds 2004 - 7,5
Granja-Amareleja 2004 - 7
Herdade das Servas, Aragonês 2004 - 8,5
Herdade do Peso, Alfrocheiro 2000 - 9
Herdade do Peso Reserva 2002 - 8,5
Herdade do Peso, Trincadeira 2000 - 7
Herdade do Pinheiro 2002 - 7,5
Herdade Penedo Gordo 2005 - 6
José de Sousa 2003 - 7,5
José de Sousa 2004 - 8
Lima Mayer - 7/7,5
Lóios 2006 - 6,5
Monte da Cal Reserva 2004 - 6
Monte da Penha Reserva 2003 - 4,5
Monte das Servas, Escolha 2005 - 7
Monte dos Cabaços 2003 - 7
Muachos Reserva 2003 - 7,5
Pedra Basta 2005 - 4
Plansel Selecta 2006 - 7
Quatro Castas Reserva 2001 - 9
Reguengos Garrafeira dos Sócios 96 - 9
Regeungos Garrafeira dos Sócios 2000 - 8,5
Reguengos Reserva 99, 2000, 2001 - 8
Singularis, Aragonês e Trincadeira 2004 - 7,5
Terrenus 2005 - 8
Tinto da Ânfora 2006 - 6,5
Tinto da Talha 2004 - 6
Vale Barqueiros Reserva 2005 - 6
Vale de Ancho Reserva 2004 - 8,5
Estrangeiros
Brancos
Caspari-Kappel, Riesling 2002 (Alemanha) - 7,5
Fritz Haag, Riesling 2002 (Alemanha) - 7,5
Vin d'Alsace, Gewürztraminer 2004 - 7,5
Vin d'Alsace, Riesling 2005 - 7,5
William Fevre, Sauvignon Blanc 2004 (França) - 8,5
Rosé
Monteberín, Lambrusco di Modena (Itália) - 7
Tintos
Barolo (Itália) - 7
Beaujolais 2004 (França) - 6,5
Finca Flichman, Malbec 2003 (Argentina) - 7,5
Tenuta La Fuga, Brunello di Montalcino 2000 (Itália) - 9
sábado, 13 de setembro de 2008
200 provas - Resumo de restaurantes e receitas
Atingimos a segunda centena de posts dedicados a provas de vinhos, visitas a restaurantes e algumas receitas culinárias. Como não fazemos o resumo anual das provas, fazemo-lo quando atingimos a centena. Sendo assim, os restaurantes visitados durante esta segunda centena de posts resumem-se da forma que se segue. Depois virá o resumo dos vinhos.
Durante este período foi publicada apenas uma receita de gelado de chocolate. Os restaurantes visita foram os seguintes.
A Cantina (Olhos d'Água - Albufeira) - 4,5
A Grelha (Armação de Pêra) - 3,5
A Gruta (Portalegre) - 4,5
A Taverna (Lisboa) - 4
Adega do Isaías (Estremoz) - 3
Al Dente (Alvor) - Italiano - 4
Cadeia Quinhentista (Estremoz) - 5
Caldeirão de Sabores (Portalegre) - 4,5
Casa da Dízima (Paço de Arcos) - 4,5
Chico Elias (Algarvias - Tomar) - 3,5
Cozinha Velha (Queluz) - 5
Curral dos Caprinos (Cabriz - Várzea de Sintra) - 4
Estrela do Bico (Massamá - Queluz) - 4
Estrela do Mar (S. Pedro de Moel) - 2,5
Mar à vista (Sagres) - 3
O Abrigo (Portalegre) - 4
O Álvaro (Urra - Portalegre) - 3
O Cobre (Portalegre) - 4,5
O Escondidinho (Portalegre) - 4
O Fuso (Arruda dos Vinhos) - 4
O Nobre (Montijo) - 5
Os Arcos (Paço de Arcos) - 5
Petisqueira do Gould (Paço de Arcos) - 5
Poeiras (Portalegre) - 3,5
Rolo Grelhados do Norte Alentejano (Cabeço de Vide) - 5
São Rosas (Estremoz) - 5
Sever (Portagem - Marvão) - 5
Solar do Forcado (Portalegre) - 4
Tia Rosa (Melides) - 4
Tomba Lobos (Pedra Basta - Portalegre) - 4,5
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008
No meu copo 200 - Quinta da Alorna: Reserva 2002; Reserva Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2003

Terminamos a segunda centena de posts dedicados a provas com mais uma abordagem aos vinhos da Quinta da Alorna, um produtor ribatejano de Almeirim por cujos vinhos temos passado com alguma frequência, e nesta segunda centena já o fizemos várias vezes. Desta vez eu e o Mancha provámos, com uns bifes de novilho Angus, dois tintos Reserva que se revelaram completamente diferentes: um Reserva de 2002 e um Reserva de Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon de 2003. Abrimos as duas garrafas ao mesmo tempo e servimos ambos os vinhos, que fomos bebendo alternadamente ao longo da refeição.
Desde logo o Reserva apresentou-se mais aberto, macio e suave. A Tinta Miúda estagiou 9 meses em carvalho americano e o Cabernet em carvalho francês. Na prova apresenta-se redondo na boca, com taninos suaves e grau alcoólico moderado. O aroma é discreto e o final relativamente curto. Um vinho adequado para pratos delicados de carne.
O Reserva de Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon mostrou outra estaleca. Com um aroma muito mais profundo e exuberante, na prova de boca aparece em todo o esplendor com um corpo volumoso, taninos pujantes bem presentes, com aroma a frutos vermelhos e alguma especiaria no início, a madeira resultante do estágio de 12 meses bem integrada no conjunto e um final com boa persistência e complexidade. Mas o mais curioso é que ao fim de uma hora o perfil do vinho muda completamente, surgindo então notas adocicadas de compota e frutos silvestres.
Isto mostra que muitas vezes não temos tempo de apreciar o vinho na totalidade quando a garrafa acaba. Neste caso, como fomos provando os dois vinhos em simultâneo eles duraram mais tempo e houve tempo suficiente para se libertarem na totalidade e desenvolverem todos os aromas escondidos. Este Reserva de Touriga e Cabernet foi realmente uma surpresa. É um vinho que se aguenta perfeitamente com pratos de carne bem temperados e pesados, pois está ali cheio de vigor. Belo vinho para terminar a segunda centena de provas. Hei-de procurá-lo novamente por aí, se possível já nas próximas feiras de vinhos.
Kroniketas, enófilo esclarecido
Região: Ribatejo (Almeirim)
Produtor: Quinta da Alorna Vinhos
Vinho: Quinta da Alorna Reserva 2002 (T)
Grau alcoólico: 12,5%
Castas: Cabernet Sauvignon, Tinta Miúda
Preço em feira de vinhos: 5,25 €
Nota (0 a 10): 7
Vinho: Quinta da Alorna Reserva, Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon 2003 (T)
Grau alcoólico: 14%
Castas: Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional
Preço em feira de vinhos: 5,68 €
Nota (0 a 10): 8,5
PS: já depois da publicação deste post recebi a Revista de Vinhos deste mês, onde o vinho à venda é precisamente o Quinta da Alorna Reserva, Touriga e Cabernet 2006. Por 5,95 € é imperdível.
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Etiquetas: Almeirim, Alorna, Cabernet Sauvignon, Ribatejo, Tinta Miuda, Tintos, Touriga Nacional
domingo, 7 de setembro de 2008
No meu copo 199 - Vin d'Alsace, Riesling 2005 e Gewürztraminer 2004

No mesmo repasto com os Comensais Dionisíacos em que provámos o mal sucedido Quinta de D. Carlos, tive finalmente a oportunidade de abrir os dois brancos da Alsácia trazidos há um ano de França, um produzido com Riesling e outro com Gewürztraminer. Na Alsácia estas são duas das castas mais plantadas (a outra é o Pinot Blanc). Já tínhamos provado uns Riesling da Alemanha, mais doces, enquanto estes dois alsacianos se mostraram um pouco mais secos e frutados.
A Alsácia andou durante séculos a transitar entre a França e a Alemanha, daí os nomes esquisitos das castas e das cidades. A cidade de Colmar, no coração da região vitivinícola, tem um microclima seco e soalheiro que a torna a segunda cidade mais seca de França, a seguir a Perpignan.
Estes brancos do norte da Europa têm um perfil significativamente diferente do que estamos habituados por cá. Normalmente mais adocicados mas ao mesmo tempo com uma acidez pronunciada e bastante diferente da que se obtém nos climas mais a sul como o nosso. Temos feito algumas incursões por estas castas quando calha para sair do padrão nacional e quase sempre com agrado.
Esta dupla prova pecou pela questão da temperatura, pois no local onde as garrafas foram abertas o frigorífico estava pouco frio e o congelador cheio, embora tivessem sido levadas frescas. Mesmo assim ainda foi possível arrefecê-las um pouco mais de modo a poder apreciar melhor os néctares.
Não me vou alongar muito em descrições devido a esta limitação. De qualquer modo agradaram bastante aos presentes, sendo que a segunda garrafa já estava mais fresca que a primeira, pelo que os aromas se puderam apreciar mais. Não foi possível diferenciá-los como gostaríamos, mas o Riesling apresentou-se mais seco e o Gewürztraminer mais adociado. Ambos se apresentaram com uma boa acidez e alguma secura, com um bom perfil para aperitivo ou, quem sabe, para umas entradas leves ou um foie-gras a condizer. Quando a ocasião se proporcionar havemos de voltar à carga, então com temperaturas mais adequadas.
Kroniketas
Vinho: Vin d’Alsace, Riesling 2005
Região: Alsácia (França)
Produtor: Cave Vinicole d’Ingersheim - Ingersheim
Grau alcoólico: 12%
Casta: Riesling
Preço em supermercado local: 4 €
Nota (0 a 10): 7,5
Vinho: Vin d’Alsace, Gewürztraminer 2004
Região: Alsácia (França)
Produtor: Les Vignerons Récoltants de St-Hippolyte - Orschwiller
Grau alcoólico: 13%
Casta: Gewürztraminer
Preço em supermercado local: 6 €
Nota (0 a 10): 7,5
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Etiquetas: Brancos, Estrangeiros, França, Gewurztraminer, Riesling





