Mostrar mensagens com a etiqueta Italia. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Italia. Mostrar todas as mensagens

sábado, 19 de dezembro de 2009

No meu copo 258 - Espumante Martini Brut Cuvée Speciale; Martini Brut Cuvée Speciale Sparkling Wine

Nesta quadra em que se pretende festejar muita coisa sem se saber bem o quê, é inevitável o recurso aos vinhos espumantes. Quando não estamos no champanhe tentamos escolher espumantes que primem por uma qualidade que não envergonhe, por isso vamos experimentando aqui e ali, tanto portugueses como estrangeiros.

Dois dos mais recentes foram da Martini, que eu nem sabia que fazia espumantes. Até agora só tinha bebido uns quantos Asti ranhosos, que só servem para molhar a boca e parecem mais Seven-Up com álcool. Estes, sendo da Martini e sendo brutos, pareceram-me ser merecedores da experiência.

Desta vez não fiquei defraudado. Dentro do género cumpriram perfeitamente o que se espera de um espumante. O Sparkling é mais leve e menos complexo, enquanto o Cuvée Special tem um pouco mais de estrutura, é mais aromático e mais persistente. Ambos têm bolha fina e aroma frutado com algumas notas tropicais.

Pelo preço, ambos merecem a aposta.

Kroniketas, enófilo borbulhante

Vinho: Martini Brut Cuvée Speciale
Produtor: Martini & Rossi (Itália)
Grau alcoólico: 11,5%
Preço em feira de vinhos: 11,91 €
Nota (0 a 10): 8

Vinho: Martini Brut Cuvée Speciale Sparkling Wine
Produtor: Martini & Rossi (Itália)
Grau alcoólico: 11,5%
Preço: 10,75 €
Nota (0 a 10): 7,5

terça-feira, 18 de março de 2008

No meu copo 169 - Tenuta la Fuga, Brunello di Montalcino 2000

Este vinho foi comprado há cerca de um ano no Club del Gourmet do Corte Inglês, após uma prova de vinhos italianos apresentados por Vítor Siborro, da Semidivinus, importadora de vinhos italianos. Na altura pareceu-nos o mais bem conseguido e com potencial para aguentar algum tempo. Custou na altura 42,50 € divididos por 3.
Agora resolvemos abrir a garrafa e não nos arrependemos. Nem de a abrir nem de a ter comprado. A dúvida era se devíamos esperar mais algum tempo, mas a ocasião mostrou-se assisada. Revelou-se um vinho muito longe dos vinhos italianos mais comuns, fáceis de beber mas sem grande encanto. Este apresentou-se bem encorpado, com um aroma ainda fechado e grande complexidade na prova de boca, os aromas frutados que porventura tivesse possuído já transformados em algo mais complexo, com algum fumo no fundo, e na boca mostrou-se com estrutura e taninos mas redondo, a fazer lembrar algumas características da nossa Trincadeira, e um final prolongado e persistente. Mostrou ainda estar ali para durar mais uns bons anos, mas estava em plena forma para ser bebido.
Brunello di Montalcino é uma variante da casta Sangiovese cultivada na região da Toscana, a sul de Siena, com boa aptidão para o envelhecimento. Montalcino é precisamente o nome de uma localidade situada ao sul de Florença.
Foi uma boa experiência com um vinho de grande categoria, que valerá a pena repetir qualquer dia.

tuguinho e Kroniketas (com Politikos), enófilos e tudo

Vinho: Tenuta la Fuga, Brunello di Montalcino 2000 (T)
Região: Toscana (Itália)
Produtor: Tenuta la Fuga (Montalcino - Siena)
Grau alcoólico: 13,5%
Casta: Brunello di Montalcino
Preço: 42,50 €
Nota (0 a 10): 9

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Prova à Quinta - O oitavo


Montebérin, Lambrusco di Modena Rosato

Este desafio proposto pelo Copo de 3 foi o mais difícil para mim até agora, simplesmente porque sardinhas fazem parte do meu cardápio uma ou duas vezes por ano, no máximo, e com alguma relutância.
Curiosamente, calhou no passado fim-de-semana prolongado estar no Algarve num encontro de amigos que se realiza todos os anos por esta altura, aproveitando um dos feriados, e um dos almoços acaba sempre por ser uma sardinhada. Então lá faço um pouco de sacrifício para comer 3 ou 4 sardinhas bem disfarçadas por muita salada de tomate.
E qual foi o vinho usado para a prova? No meio de algumas cervejas e dum verde sem rótulo que por lá apareceu, socorri-me de um rosé italiano que comprei na feira de vinhos do Jumbo em 2006: leve, aberto, aromático quanto baste, ligeiramente frisante, com grau alcoólico muito baixo e muita frescura, um vinho de verão que se mostrou adequado para a época e até ligou muito bem com as sardinhas, de tal forma que o conteúdo da garrafa desapareceu rapidamente. Curiosamente foram as senhoras presentes que mais depressa o consumiram, enquanto alguns dos homens se mantiveram na cerveja até ao fim.
E pronto, assim cumpri a dupla função duma só vez: comi a minha sardinhada anual e arranjei um vinho para esta Prova à Quinta. Só não cumpri um dos requisitos do desafio, que era não ser um vinho de entrada de gama. Tenho muita pena, mas foi o que se pôde arranjar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Monteberín, Lambrusco di Modena (frisante) (R)
Região: Emilia Romagna (Itália)
Produtor: Monteberín - Modena
Grau alcoólico: 9%
Preço em feira de vinhos: 1,99 €
Nota (0 a 10): 7

domingo, 29 de abril de 2007

No meu copo 110 - Barolo

E agora outro vinho italiano, uma das marcas mais conceituadas do país. Os vinhos Barolo, assim como os vizinhos Barbaresco, são produzidos na região de Piemonte, do extremo norte de Itália, e usam essencialmente a casta Nebbiolo.

Apesar das expectativas, voltou a não me encher as medidas. O perfil é o habitual, aberto, macio e com algum corpo. Embora se note alguma estrutura de fundo e algum frutado, o aroma é pouco exuberante e o final é curto. A casta Nebbiolo supostamente produz vinhos de grande longevidade, mas não me pareceu ser o caso deste, que talvez seja da gama mais baixa.

Bebe-se bem com carnes grelhadas e talvez seja um bom tinto de verão. Em resumo, é bom… ma non troppo.

Kroniketas, enófilo esclarecido




Vinho: Lorenzo Sormani - Barolo (T)
Região: Barolo - Piemonte (Itália)
Produtor: Lorenzo Sormani - Gattinara
Grau alcoólico: 13%
Casta: Nebbiolo

Preço: desconhecido
Nota (0 a 10): 7

sexta-feira, 27 de abril de 2007

À volta dos vinhos italianos com Vítor Siborro



No passado sábado as Krónikas Vinícolas, acompanhadas pela presença sempre agradável do Polis&etc, deslocaram-se ao Corte Inglés de Lisboa para conhecer alguns vinhos italianos apresentados por Vítor Siborro, da Semidivinus, com quem a Revista de Vinhos apresentou uma reportagem no número do passado mês de Março. Tivemos oportunidade de entrar na enorme garrafeira do Clube del Gourmet e verificámos que só numa visita mais demorada poderemos fazer um apanhado da vasta oferta disponível e fazer o balanço do nível de preços existentes com a qualidade apresentada.
O anfitrião teve a amabilidade de nos apresentar e dar a provar 2 brancos e 5 tintos por si seleccionados e que serão representativos dum nível de qualidade superior nos vinhos italianos.
Sem entrar em grandes considerandos acerca de cada um dos vinhos provados, pudemos verificar que há muito mais para além do que se encontra normalmente nos hipermercados a preços mais acessíveis. Num patamar de preços elevado encontrámos vinhos de excelente qualidade, fugindo àquele perfil habitual dos vinhos italianos muito abertos e pouco encorpados, fazendo lembrar, alguns deles, os nossos vinhos do Douro. Foi curioso registar que quase todos os vinhos provados eram compostos por castas estrangeiras, como a Cabernet Sauvignon e a Merlot, no caso dos tintos, e a Chardonnay, no caso dos brancos.
Quando passámos às castas tipicamente italianas, como a Sangiovese, voltámos a encontrar os vinhos mais abertos e suaves, embora com bastante mais estrutura que o habitual. Também os brancos apresentaram um Chardonnay bem mais agradável que os portugueses e um Traminer (parente do Gewurztraminer) bastante aromático e adequado para entradas leves ou mesmo sobremesas.
Pelo meio ainda apareceu o nosso comparsa Chapim com a sua respectiva, que nos reconheceu na hora e com quem ainda trocámos dois dedos de conversa sobre o tema líquido em questão, com a promessa de não faltar aos futuros encontros que se hão-de seguir aos da York House e do Porto. E no fim comprámos uma garrafa, para recordação (espera-se que por pouco tempo), de Brunello di Montalcino 2000 (La Fuga) pela “módica” quantia de 42,50 €. Entre os provados, foi um dos que mais agradaram e que mais promete. E depois, um dia não são dias...

tuguinho e Kroniketas, enófilos e tudo

Vinhos provados

Brancos
Caparzo - Le Grance 2002 (75% Chardonnay, Sauvignon e Traminer)
Cabreo - La Pietra 2004 (Chardonnay)

Tintos
Maurizio Zanella 2001 (45% Cabernet Sauvignon, 30% Cabernet Franc, 25% Merlot)
Campo Al Mare - Bolgheri 2004 (60% Merlot, 20% Cabernet Sauvignon, 20% Cabernet Franc)
Cabreo - Il Borgo 2001 (70% Sangiovese, 30% Cabernet Sauvignon)
La Fuga - Brunello di Montalcino 2000 (Sangiovese Grosso)
La Casa - Brunello di Montalcino 2000 (Sangiovese Grosso)

quarta-feira, 14 de março de 2007

No meu copo 97 - Chianti Clássico, Terraiolo 2004

Há algumas semanas voltei ao local do crime, o restaurante italiano Le Delizie (em Ferragudo, junto a Portimão), especializado em massas. Desta vez escolhemos um vinho tinto com outro nome, um Chanti Clássico da marca Terraiolo.

Finalmente um vinho italiano encheu-me as medidas. Desta vez não me apareceu um daqueles vinhos italianos tão habituais, meio aguados, com pouco corpo, pouco consistentes, demasiado delgados na boca, quase neutros no aroma. Este tem corpo, uma boa estrutura com final de boca longo, alguma especiaria no final, um vinho mais “quente” do que é habitual nos tintos italianos.

Sem perder o perfil característico da maior parte dos vinhos italianos que tenho provado, mostra-se contudo com outro porte, o que é desde logo indiciado por uma cor mais carregada que o habitual. Já tinha bebido outros exemplares de Chianti que não fugiam ao padrão habitual, mais aberto e leve, mas este, talvez por ser clássico, está claramente num outro patamar.
Um nome a fixar.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Chianti Clássico, Terraiolo 2004 (T)
Região: Chianti (Itália)
Produtor: Tre Bi - Monteriggioni
Grau alcoólico: 12,5%
Preço no restaurante: 15 €
Nota (0 a 10): 7,5

quinta-feira, 7 de dezembro de 2006

No meu copo 73 - Lambrusco Dell’Emilia - Torre Colle


Na última feira de vinhos do Jumbo havia alguns vinhos estrangeiros a preços
baratos e resolvi experimentar alguns para ver o que dava. Um dos escolhidos foi um Lambrusco, em que nem sequer reparei com atenção no rótulo. Só antes de abrir a garrafa e observando o contra-rótulo é que reparei que se tratava dum vinho frisante, sem data de colheita, aconselhado para acompanhar massas ou queijos e para beber fresco. E assim se fez.

Saiu-me um vinho do tipo espumante tinto, mas com muito menos graduação (apenas 7,5º de álcool) e menos gás, ligeiramente adocicado e que acaba quase por se beber como refresco... a acompanhar massas. Trata-se de um vinho leve, não muito aromático, que serve para beber despreocupadamente e certamente mais aconselhado para os dias quentes de Verão.

Não há muito mais a dizer, porque ele também não nos diz mais nada. Ficou a experiência e o pouco que custou.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Lambrusco Torre Colle (frisante) (T)
Região: Emília Romagna (Itália)
Produtor: Chiarli - Modena
Grau alcoólico: 7,5%
Preço em feira de vinhos: 1,57 €
Nota (0 a 10): 5

terça-feira, 22 de agosto de 2006

No meu copo, na minha mesa 58 - Trebbiano, Sangiovese; Pizzeria “Le Delizie”







Uma das deambulações de férias trouxe-me a um local onde tinha estado há 2 anos, mas do qual não tinha guardado referências. Agora voltámos ao “local do crime” para recuperar impressões.
Trata-se dum restaurante italiano denominado “Le Delizie”, situado em Ferragudo, do outro lado do rio Arade. Para quem sai de Portimão pela ponte velha, junto ao cais, vira-se à direita no cruzamento para Ferragudo, estaciona-se (se se conseguir) na praça central da povoação, entra-se pelo largo e segue-se por uma ruela à direita. Uns 30 ou 40 metros à frente encontramos o dito restaurante.
O espaço não é muito amplo mas é acolhedor. Na época de verão convém marcar mesa senão é difícil arranjar lugar.
Embora o nome do restaurante indique “Pizzeria”, este é muito mais que uma simples pizzaria (aliás, se assim não fosse eu nem perdia tempo a ir lá, porque pizza é coisa que não me passa pelo estreito e acho o maior desperdício estar a perder tempo e dinheiro num restaurante para comer coisa tão desinteressante…). A oferta é variada em termos de massas e pastas, e é por aí que se deve seguir.
No grupo presente (4 adultos e 3 crianças) escolheu-se o “4 Crostino misto” para entrada. Eram umas tostas do tipo pão-de-alho com várias guarnições por cima. Provei 3 e só uma não consegui engolir, parece que era de anchovas. As outras eram óptimas.
Nos pratos, para além duma inevitável pizza-não-sei-de-quê (de que aliás sobraram 5 das 6 fatias…), escolhemos o “Ravioli al funghi porcini”, uma “Gratinata no forno com molho bolonhesa”, uma “Carbonara” e uma “Paglia e Fieno”. Como se vê, bem diferentes das tradicionais pizzas, lasanhas e esparguete à bolonhesa.
A “Gratinata no forno” é um prato de massa gratinada com molho bolonhesa que calha sempre bem (antepenúltima foto). O “Ravioli al funghi porcini”, com cogumelos, também estava saboroso. A Carbonara (esparguete, natas e bacon) não tem muito de novo mas come-se bem. Mas a surpresa da noite, escolhida já à última, foi a “Paglia e Fieno” (penúltima foto), com os espinafres a fazerem a diferença no panorama geral e desenjoando das natas e dos molhos.
Para finalizar apenas se pediu um magnífico crepe com gelado de chocolate e chantilly, que nunca deixa ninguém ficar mal (última foto)!
Para os líquidos, os adultos escolheram os dois vinhos italianos da casa, um branco e um tinto, ambos da Sicília. O branco, de nome Trebbiano, de 2005, estava na linha de muitos brancos que temos por cá, um pouco vulgar. Algum aroma floral mas pouco elegante na prova de boca. Poderá safar-se se estiver bem fresco, mas não é vinho para encantar.
O tinto, Sangiovese, também está na linha dos tintos italianos vulgares, com aquele aspecto meio aguado que os caracteriza, muito longe do corpo e da estrutura pujante dos tintos portugueses. É mesmo um vinho adequado para comida italiana, embora um Mateus Rosé não ficasse pior.
Em suma, nenhum deles era nada de especial, mas pelo preço que custaram (8 €) não se podia esperar mais. Há outras escolhas na carta de vinhos, como Chianti, o Lambrusco ou o Valpolicella, com preços na ordem dos 15, 20 e até 30 €, que talvez experimentemos noutra visita. Porque este é, sem dúvida, um local a revisitar. Para uma boa refeição à italiana vale a pena ir a Ferragudo. Foi a segunda vez que estive no local e pretendo voltar. O atendimento é simpático e o ambiente descontraído. Ou seja, sentimo-nos bem e comemos bem. É o que se deseja. Uma referência a anotar no panorama medíocre dos restaurantes para turistas no verão.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Pasqua, Trebbiano 2005 (B)
Região: Sicília (Itália)

Casta: Trebbiano
Nota (0 a 10): 5,5

Vinho: Pasqua, Sangiovese 2005 (T)
Região: Sicília (Itália)
Casta: Sangiovese

Nota (0 a 10): 6

Restaurante: Pizzeria “Le Delizie”
Rua Vasco da Gama, 25
8400 Ferragudo
Telef: 282.461.868
Preço médio por refeição: 12,5 - 15 €
Nota (0 a 5): 4,5

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

No meu copo, na minha mesa 21 - Nero d’Avola 2002; La Campania
















Hoje vamos falar duma experiência um pouco diferente. Uma refeição italiana e um vinho italiano.
Não se trata duma dessas pizzarias que há por aí aos pontapés, muito menos a Pizza Hut. Trata-se dum restaurante digno desse nome, bem no coração de Lisboa (na Rua da Artilharia 1, junto ao famigerado túnel do Marquês), com um ambiente acolhedor e uma ementa a preceito. A sala não é muito grande mas está bem aproveitada, conseguindo albergar cerca de 60 pessoas. A iluminação é discreta e suave.
Passando à ementa, as escolhas são vastas, a começar pelas sugestões do chefe logo na primeira página. Depois vêm as inevitáveis massas, pastas e antipastas, numa variedade que passa pelas pizzas, lasanhas, spaghetti, canelloni, fetuccine, tagliatelle e “tutti quanti”. Além destes mais tradicionais ainda há várias alternativas em que se incluem uns “scalopini alla crema”, “osso buco” (uma especialidade), bifes do lombo e chateaubriand e, imaginem, até um bacalhau!
Vieram para a mesa umas lasanhas normais e verdes, um fetucine verde bolognese, um “scalopini alla crema” e um das sugestões do chefe, “scalopini alla marsala”. Depois de se provar estas variedades, ninguém mais tem vontade de encomendar lasanhas na Pizza Hut! As massas estavam excelentes, assim como os dois pratos de “scalopini”.
Na sobremesa comi bolo de chocolate recheado com camadas de chantilly, o que o torna extremamente fofo e apetecível, misturado com gelado de chocolate e baunilha. Experimentei misturar os dois e o resultado foi óptimo. Da próxima vez que lá for tenho que me lembrar desta! As escolhas também são variadas, não faltando o inevitável tiramisu, além de algumas tartes e bavaroises.
Para acompanhar a refeição optámos por vinho italiano. A oferta era enorme em termos de vinhos alentejanos, mais do que todos os outros vinhos portugueses, enquanto dos italianos havia apenas 6 ou 7 marcas, de que só reconheci o Chianti, o Barolo e o Valpolicella, que já tinha provado naquele mesmo local. Na dúvida pedimos ao mestre de serviço à mesa que nos aconselhasse um vinho italiano, ao que ele, curiosamente, torceu o nariz, “com tantos vinhos bons que temos cá”. Mas a refeição era para ser italiana em tudo, e depois de perguntar se tínhamos a certeza que era mesmo isso que queríamos aconselho-nos um vinho da Sicília, de seu nome Nero d’Avola, do ano 2002, por cerca de 10 euros.
Como é habitual nos vinhos italianos que tenho bebido, revelou-se um vinho aberto, de cor rubi clara, pouco encorpado e com pouca acidez, apesar dos 13% de álcool. Bebeu-se bem com os pratos italianos, ligando melhor com as massas que com os pratos de carne. Tal como também tenho notado, parece que falta a estes vinhos alguma estrutura que os torne mais cheios. Não se pode dizer que são vinhos maus, mas até hoje ainda não provei um vinho italiano que me encantasse, nem sequer que batesse claramente os vinhos portugueses. Pode ser que nos topos de gama isso aconteça, mas em termos de qualidade média, até prova em contrário, estou convencido que os vinhos portugueses são melhores.
Em resumo, um restaurante com um serviço rápido, atencioso e eficiente, onde vale a pena voltar para comer pratos italianos bem confeccionados, e uma carta de vinhos extensa onde os vinhos portugueses estão bem representados. O preço também não é nada de assustar, se não se exagerar nas entradas e nos digestivos come-se por cerca de 15 a 20 € por pessoa.

Kroniketas, enófilo esclarecido

Vinho: Zonin, Nero d’Avola 2002 (T)
Região: Sicília (Itália)
Produtor: Casa Vinícola Zonin - Gambellara
Casta: Nero d'Avola

Grau alcoolico: 13%
Preço no restaurante: cerca de 10 €
Nota (0 a 10): 6

Restaurante: La Campania (italiano)
Rua da Artilharia 1, 30 - Lisboa
Telef: 21.385.03.45
Nota (0 a 5): 4